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carolcita
02 July 2009 @ 03:23 pm

 
Já entrei na escola.
Já tive namoricos de infância.
Já viajei pro exterior.
Já vi neve.
Já saí da escola.
Já tive namoricos de adolescente.
Já achei que tava grávida e fui fazer exame de sangue.
Já briguei muito com meus pais.
Já fiquei de bem com a minha mãe.
Já fiz cursinho.
Já entrei na faculdade.
Já me conformei que dois adultos podem não ter afinidades, mesmo que pai e filho.
Já tive namorico que achei que ia dar casamento.
Já arrumei namorado e to esperando o casamento.
Já fiz estágio.
Já viajei pro nordeste.
Já saí da faculdade.
Já arrumei emprego.
Já fiz pós-graduação.
Já escolhi a área que quero trabalhar.

E agora?
O complicado da vida é que nem todo mundo anda no mesmo ritmo que o nosso. Enquanto a gente pensa nos próximos passos, pode ser que as pessoas ainda tenham passos anteriores pra cumprir. Isso que deixa a gente meio decepcionado.
O ruim é que a gente acaba sempre sendo um pouco (muito) egoísta. Sempre as coisas precisam andar conforme a gente quer que ande. É muito complicado conseguir diminuir nosso ritmo, ficar parado "esperando" o outro "nos alcançar". Não estou dizendo que estou na frente e que alguém esteja atrasado. Pode ser que pra essa pessoa seja muito mais importante conseguir mais alguns passos, sei lá, não sei se eu to conseguindo me fazer entender.
Tem uma coisa no desenvolvimento infantil que a gente chama de período "ótimo". É uma fase em que é o melhor momento de fazer a criança aprender tal coisa. Esse momento varia de criança pra criança e não necessariamente se dá na mesma idade cronológica pra todas elas. Pra criança chegar nesse momento ótimo de fazer tal coisa, ela precisa ter passado pelas fases anteriores de desenvolvimento, estando "preparada" pra tal aprendizado. Deu pra entender?
Eu acho que eu estou no meu momento ótimo, sabe? Acho que tudo isso listado acima foi o que eu precisava pra me desenvolver e estar onde eu estou agora, do jeito que eu estou agora, pronta pra seguir em frente. Porque eu já estudei, já tenho emprego, etc, entende? E agora, faço o que?
Ao mesmo tempo que é bom já ter passado por tudo isso, dá uma sensação de vazio, ficar pensando que agora não tenho coisa muito diferente pra fazer, além de trabalhar, trabalhar, trabalhar. Juntar dinheiro, dinheiro, dinheiro. Tentar comprar um apartamento, trocar de carro, casar, ter um filho, outro filho, outro filho.
Dá até uma "tristezinha" pensar que a parte boa passou, dizem que a melhor parte. E pode parecer que já fiz tanta coisa, né? Mas a sensação que eu tenho é que poderia ter feito muito mais.

Comentem e não me deixem ficar mais tanto tempo sem escrever.
 
 
carolcita
22 September 2008 @ 09:07 pm

Me parece que, como a largarta um dia vira borboleta, por mais estranho que possa parecer, acho que um dia a gente cresce, a gente amadurece.

A gente percebe que coisas pequenas já não têm tanta importância; a gente percebe que as pessoas que nos rodeiam são muito pequenas e que não merecem que paremos de viver por causa delas. Ficamos mais tolerantes e, ao invés de ter pena de nós quando somos enganados, por exemplo, ficamos com pena dos que nos enganaram, por não conseguirem ver como são nojentos.

A gente deixa de ter raixa, de repente, e passa a se sentir impotente; passa a contar só com a gente mesmo, porque os amigos e companheiros com quem fazemos planos para a vida nos desapontam.

É da natureza do ser humano desapontar o outro e não dar valor a quem está, incondicionalmente, ao nosso lado.

E, de repente, quando a gente menos espera, aparecem coisas que nos surpreendem. E as máscaras caem. E já dizia meu sábio (¬¬) primeiro namorado, que quanto mais alto subimos, mais dói a queda (o que ele queria dizer é que quanto mais eu tentasse impedir que ele terminasse comigo, durante as minhas crises de loucura, mais iria doer quando ele realmente sumisse da minha vida). E é basicamente isso que acontece.

Nos iludimos e as pessoas nos desapontam. Tem uma hora que a gente cansa de gastar nossa energia por causa das burradas das outras pessoas. Os sentimentos que sobram são desapontamento e tristeza. Nada mais de raiva, porque as lagartas têm raiva. Nada de vingança, porque vingança é coisa de lagartinha.

Depois, quando a gente vira borboleta, a gente simplesmente desiste das outras lagartas. Desiste de conversar, desiste de ensinar, desiste de tudo. Infelizmente a gente desiste de tudo e não há borboleta que tenha motivação pra agüentar as criancices das lagartas.

Infelizmente.

As borboletas perdoam e vão voando por aí, carregando o desprezo pelas lagartas, bobas e feias.

E a vida segue.
 
 
carolcita
05 May 2008 @ 06:26 pm

 


E já dizia a professora de ciências da 1ª série, que "os seres vivos são seres que nascem, crescem, se alimentam, se reproduzem e morrem".

Nesse meio tempo, alguns dos seres vivos tentam só ser felizes, criar uma família legal, com convivência harmônica, tentam trabalhar naquilo que gostam pra que a necessária rotina de trabalho pareça um passa-tempo (afinal pra parte do "se alimentam" é preciso de dinheiro), tentam viajar e conhecer novas pessoas e novos lugares com o dinheirinho que sobra, etc. Até que um dia: fim. Morrem.

Já outros seres vivos se tornam amargos e arrogantes, ficam doentes (fisica ou psiquicamente) e a vida torna-se um martírio. O que eles querem é dinheiro, não respeitam ninguém, não tem interesse nenhum em conhecer a vida das pessoas, são completamente e umbilicalmente egocêntricos. Não conhecem as palavras mágicas que a mesma professora da 1ª série ensinava (se você não sabe, ainda tá em tempo de aprender: "por favor" e "obrigada").
Não agradecem ascensoristas do elevador no shopping Iguatemi quando vão comprar umas bolsinhas novas na Victor Hugo;
Não agradecem o garçom que trouxe o prato caríssimo no Dinho's;
Não agradecem o motorista de taxi depois daquela corrida com o ar condicionado ligado que custou R$100 mais a gorjeta;
Não agradecem o médico depois da consulta em que foi diagnosticado a doença terminal;
Não agradecem o técnico de enfermagem ou o enfermeiro que limpa a bunda deles quando eles estão na cama, sem possibilidade terapêutica (morrendo), todo cagados.

A vida é assim.

Chega uma hora e simplesmente: fim.

E todos fedem igual, todos ficam duros igual, todos são tamponados com algodão igual pra não vazarem pelos buracos durante o velório.
Maldito ser vivo ser humano. Ser humano? Depende do que é humano pra você.

Vou ser veterinária na outra vida.

 
 
carolcita
23 December 2007 @ 01:31 pm
Na altura do campeonato, acho que tá na hora de fazer um balanço do ano de 2007, né? Vou fazer em forma de esquema pra ficar mais fácil pra todo mundo entender.

Então, contabilizando:

Perdas:
- 50 dias em casa sem andar (julho/agosto), devido à fratura da perna direita;
- 1 pessoa que dizia ser minha amiga, mas no fundo tinha prazer em falar mal de mim pra pessoas que ela acha que são amigas dela [em tempo: perda extremamente positiva];
- 1 peixinho falecido (rest in peace, Macarrão);
- 20 kg (fim do regime em março) [em tempo: perda extremamente positiva].

Ganhos:
- 1 namorado perfeito;
- 1 placa de titânio e 5 parafusos na perna direita;
- 1 experiêcia inexplicável com Dormonid e Tramal na internação pra cirurgia;
- 1 peixinho novo (bem-vindo, Zeca);
- Amigas de verdade, graças àquela pessoa (citada em "perdas"), que não sabe dar valor às coisas realmente valiosas da vida;
- Um salário todo fim de mês;
- Capacidade pra discriminar quem realmente merece minha consideração;
- Amadurecimento pessoal/profissional, graças às pessoas que trabalharam comigo durante o ano;
- Conquista de DUAS vagas de estágio em DOIS HOSPITAIS muito fodas;
- Pra fechar o ano com chave de ouro, ANO NOVO EM ARRAIAL DO CABO com pessoas muito especiais (melhor amiga, melhor namorado e melhor namorado da melhor amiga, rs).

SALDO POSITIVO


Acho que eu saí ganhando, né?

Hummm, sabe o que mais que eu to ganhando agora, no fim desse post? To ganhando essa sua cara falsa, que eu tenho certeza de que tá MORRENDO de inveja de mim. Pode morrer de inveja, não caio mais nas suas e também já to vacinada contra olho gordo.


E que 2008 venha repleto de paz, amor, felicidade, saúde, sucesso e realizações! (Prometo tentar atualizar mais aqui)

Pras pessoas que eu amo: desejo que o 2008 de vocês seja tão positivo como foi o meu 2007!

2007 foi perfeito, em 2008 quero bis.

Beijo, tchau!
 
 
carolcita
19 September 2007 @ 07:59 pm
"Last update 14 weeks ago"?! o.O



Passei pra tirar as teias de aranha... Blog cheio de teias de aranha, vida cheia de teias de aranha...

De um tempo pra cá percebi que entrei em um ciclo vicioso que se resume em: acordar cedo - tomar banho - ir pra faculdade - almoçar porcaria - trabalhar até tarde - ir pra casa - ficar na internet - comer - dormir pouco.
E aquele tempinho que eu tinha pra estudar? E aquele tempinho que eu tinha pra ir no shopping? E aquele dinheirinho que eu tinha pra gastar no shopping? E aquela vontade que eu tinha de ir pra academia? Ah, a aranha levou.

Tenho passado por uma série de decepções, com tudo. Primeiro descobri que tenho uma amiga cobra, bem filha da puta mesmo, daquelas invejosas e interesseiras, sanguessugas (ufa, desabafei!). Pior que eu achei que fosse minha amiga... Já dizia minha sábia mãe: "Você tem que aprender a diferenciar suas amigas das suas colegas, amigas são só duas que você tem e você sabe quais são!" Sim senhora. 
Depois eu quebrei a perna e vi que nem tudo é feito de sapato de salto alto e de pernada no shopping, Que a vida pode ser vivida de cadeira de roda, tênis e com todo mundo te olhando. Um saco, um saco mesmo. Mais saco ainda depois que você tira o gesso depois da cirurgia e sua perna parece de velho que mora em asilo (branquela, peluda, molenga e fininha); fora a cicatriz bem na parte de fora do tornozelo, que vai ser esse charme pra sempre. Eu falo que eu fiquei boazinha depois que quebrei a perna, que deixei de ser besta, sabe?
Agora eu to atolada de coisa pra fazer na faculdade. Matérias absurdas, provas imensas, TCC infinito e aula das 7h às 13h. Pior que falta pouco pra me formar. Digo "pior", porque depois de tudo isso eu ainda me questiono se vou ter prazer suficiente na profissão pra perder finais de semana e feriados com meus filhos e meu marido pra ficar dando plantão. É, ser jornalista seria mais legal, eu acho. Ou professora mesmo, com duas férias por ano, junto com os pentelhinhos.
Daí eu descubro que meu trabalho nem é tão legal assim, que eu nem ganho tanto assim e que qualquer um podia fazer o que eu faço, embora não tão bem assim. Que talvez não valha a pena gastar tão pouco tempo assim lá, pra ficar tanto tempo assim no trânsito, pra ganhar uma merreca. Sendo que tem gente que trabalha até menos e ganha até mais.

Se tem uma coisa boa nessa história das teias de aranha, são as amigas que eu descobri e o namorado que eu arrumei. Nunca tive amigas mulheres e fico feliz de poder desde chorar até falar de sexo com elas. E o namorado então, sem comentários; às vezes me faz chorar, mas compensa em sexo depois. (Huhuhuhu, brincadeiras à parte, vai...)

Hoje não vim escrever texto bonitinho, texto engraçacinho ou texto desiludido. Vim só desabafar. Então: vai tomar no cu, sua traíra; sou muito feliz agora com minha placa de titânio e até já consigo usar salto; faculdade chata dos infernos, quero me formar; vou continuar no trabalho pelo dinheiro, é pouco mas é luxo.


Um beijo, outro, tchau. E sorry pela revolta instantânea.
 
 
carolcita
09 June 2007 @ 12:07 pm

Dia dos namorados, a data mais comercial que existe. Data onde o mundo inteiro se une numa força comum pra fazer os namorados se mobilizarem a gastar com seus amados e fazer os solteiros gasterem com eles mesmos, só de raiva. E eu, como qualquer namorada, já te comprei um presente e vou usar essa data de pretexto pra te falar umas coisas bonitas.

Desde sempre eu achei que a gente fosse acabar juntos, mesmo desesperançosa às vezes. Teria sido incompleto e sem sentido se não nos cruzássemos de novo. Eu pensava que, mesmo que não desse certo, a gente ia ter que se encontrar, só pra eu ver que não ia dar certo mesmo.
Mas você resolveu admitir que já gostava de mim (huhuhuhu), colocou vergonha nessa cara e me ligou. E ainda bem que você me ligou, porque agora sinto que tá completo, sabe?

O que eu sinto por você não é aquela loucura sem chão que a gente sente quando conhece alguém. Mas do seu lado eu sinto uma tranqüilidade diferente, que acho que nunca senti do lado de ninguém. Parece que você me entende como ninguém me entendeu antes, mesmo você me enchendo o saco às vezes. E é por isso que eu sinto essa tranqüilidade, sinto que agora tá completo.

Eu sempre te digo que homem eu arrumo outro, mas amigo não. Acontece que eu tive a sorte de arrumar um melhor amigo pra ser meu homem também. E acho que é isso que faz tudo ficar completo.

Se amar é querer ficar sempre do lado; gostar da pessoa mais do que de todo mundo junto; achar que os defeitos não são maiores do que as qualidades; dar risada mesmo quando a piada é ridícula; então eu te amo. E não foi hoje que eu descobri isso não.

Feliz dia dos namorados pra você.
 
 
carolcita
03 June 2007 @ 10:16 pm
Eu tenho um apartamento reformado, num lugar ótimo, perto de tudo. Meu quarto é cor-de-rosa e meu amigo falou que só vê quartos bonitos como o meu na televisão. Eu tenho roupas novas, um sapato cinza e uma bolsa combinando, que vou pagar até setembro, quando entra a primavera e o cinza sai de moda. Eu tenho um carro verde, consigo estacionar ele em qualquer lugar porque ele é desbundado, ele faz 13km/L e eu não gasto muita gasolina com ele.

Eu tenho pais separados, eu tenho uma mãe que mais parece minha amiga do que outra coisa, tenho um irmão gato e bonzinho até demais. Tenho uma cachorra que é a mais linda e mais fiel do universo. Eu tinha um peixe, mas ele mudou de endereço; mas sei que fui uma boa dona.

Eu vou na manicure uma vez por semana, estou sempre de unhas feitas. Estou sempre com o corte do cabelo em dia. Tenho sempre maquiagens novas, estou sempre arrumada. Comprei um gloss novo com gosto de carambola.

Eu trabalho num puta hospital, faço uma puta faculdade e amo o que eu faço. Às vezes tenho um pouco de preguiça, mas eu amo o que eu faço. A única coisa chata é acordar às 4h45, mas eu amo o que eu faço.

Tenho um namorado que me entende e que me faz rir. Tudo bem que eu tenho problemas com fantasmas-ex-namorados, mas meu namorado me entende. Eu sempre digo que homem dá pra arrumar outro, mas amigo não. Acontece que eu arrumei um homem pra ser meu melhor amigo e meu homem ao mesmo tempo.

Mas mesmo assim eu to triste. Foda, né? Mesmo tendo tudo isso, mesmo sendo a pessoa mais feliz e satisfeita do mundo, eu to triste.

Sejam bem-vindos ao meu inferno astral.
 
 
carolcita
12 April 2007 @ 09:47 pm
Já dizia minha bisa, que pimenta no cu dos outros é refresco. E tem gente se refrescando muito por conta do meu cu.


Queria ver se fosse você que estivesse apaixonado por mim. Eu não ia te ligar de propósito, eu ia ficar mandando recadinhos fofinhos pros meus amigos gostosos de propósito, eu ia fazer meu orkut virar um puteiro. Quando você me ligasse atrás de mim, eu ia fazer minhas amigas gritarem tanto, que você ia até achar que eu tava na zona. Daí você não ia mais conseguir trabahar direito, só por ficar pensando o que eu poderia estar fazendo naquela hora.
Se fosse você que estivesse apaixonado por mim, e não o contrário, eu ia sair com você de vez em quando no meio da semana, pra ter o fim de semana livre pra passar o rodo nos caras mais gatos de todas as baladas de São Paulo e do interior também. Eu ia arrumar homem no metrô, no ônibus, no trânsito, na fila do banco e até em balada GLS. Ah, você ia ver, se fosse você o apaixonado da história.
Ah, como eu queria que você estivesse apaixonado por mim e eu estivesse só brincando com você. Quando a gente estivesse juntos, eu ia fazer você se sentir O cara, só pra você ir pra casa com um sorriso idiota no rosto. Daí eu ia sumir por uns 3 dias e não ia mais aparecer, se você não fizesse papel de otário e me mandasse uma mensagem fingindo que não quer pegar no meu pé, mas pegando no meu pé discretamente. Eu não ia responder seus scraps de propósito e ia pedir pra todos os meus amigos gatos me escreverem um milhão de scraps por dia, só pro seu ficar perdido no meio de tantos. Eu ia fingir que gosto de você (talvez eu até goste quando a gente tá junto), mas ia te esquecer enquanto eu não ouvisse meu celular me avisando que chegou mais uma porra de uma mensagem.
Se você fosse o trouxa apaixonado, eu ia mudar de assunto todas as vezes que você fosse perguntar pra mim o que eu sinto por você. Além disso, ia inventar apelidinhos, te apertar onde você não gosta, falar mal dos seus pneus ridículos nas costas e ia reclamar que você fica vagabundeando em casa o tempo todo enquanto eu trabalho. Mas tudo em tom de brincadeira, é claro, só pra você achar que eu tenho um enorme carinho por você. E eu aposto um "fardinho de cerveja" que você ia cair no meu papo, trouxa.

Mas, como a apaixonada ridícula da história sou eu, eu continuo dizendo que pimenta no cu dos outros é refresco. Queria ver você no meu lugar. Eu te pagava um "fardinho de cerveja" pra ver você no meu lugar.

Ah, não sabia que eu tava apaixonada, meu bem? Mais trouxa você!
 
 
carolcita
08 April 2007 @ 08:20 pm
Para plena compreensão desse post, será necessário (tipo leitura obrigatória de vestibular) assistir:
http://www.youtube.com/watch?v=g7AUb7j_C4Y
http://www.youtube.com/watch?v=4-e6Tc6gQoU



Carolina era uma menina bonita, doce, carinhosa, compreensiva. Tinha muitas qualidades. Mas, se tinha um defeito, era esse: ser insegura.

Carolina gosta de filme de romance, mas ele quer ver um filme de ação.
"Ah, tudo bem."
Carolina quer sair pra jantar, mas ele só quer tomar um sorvete,
"Ah, tudo bem."
Carolina quer ir pra balada, mas as amigas preferem um barzinho.
"Ah, tudo bem."
Carolina quer um carro prata, mas vai ganhar um verde.
"Ah, tudo bem."
Carolina queria um Beaggle, mas ganhou um Cocker.
"Ah, tudo bem."
Carolina quer sair hoje, mas ele não quer, prefere amanhã.
"Ah, tudo bem."
Carolina queria folgar na emenda do feriado, mas a colega dela também.
"Ah, tudo bem."
Carolina pediu sanduíche sem maionese, mas a moça se confundiu e acabou colocando.
"Ah, tudo bem."
Carolina quer Soda, mas só tem Sprite.
"Ah, tudo bem."
Carolina quer comer pizza, mas sua mãe a leva em um restaurante japonês.
"Ah, tudo bem."
Carolina quer uma blusa amarela, mas a vendedora diz que só tem vermelha.
"Ah, tudo bem."
Carolina queria ser professora, mas resolveu ser enfermeira.
"Ah, tudo bem."
Carolina queria passar esmalte claro, mas a manicure passou escuro.
"Ah, tudo bem."
Carolina queria reflexo na sua tatuagem, mas a tatuadora disse que era melhor não.
"Ah, tudo bem."
Carolina gosta de esmalte vermelho, mas ele não.
"Ah, tudo bem."


Tudo bem? Tudo bem é o caralho. Na verdade, queria mesmo é mandar todo mundo tomar no cu.

Ufa, passou.


Idéia genial by pseudo-pretendente
 
 
carolcita
05 March 2007 @ 06:32 pm


Garotos gostam de iludir
Sorriso, planos, promessas demais
Eles escondem o que mais querem
Que eu seja outra entre outras iguais
São sempre os mesmos sonhos
De quantidade e tamanho

Garotos fazem tudo igual
E quase nunca chegam ao fim
Talvez você seja melhor que os outros
Talvez, quem sabe, goste de mim

São sempre os mesmos sonhos
De quantidade e tamanho

Garotos perdem tempo pensando
Em brinquedos e proteção
Romance de estação
Desejo sem paixão
Qualquer truque contra a emoção

Garotos perdem tempo pensando
Em brinquedos e proteção
Romance de estação
Desejo sem paixão
Qualquer truque contra a emoção

Garotos fazem tudo igual
E quase nunca chegam ao fim
Talvez você seja melhor que os outros
Talvez, quem sabe, goste de mim
São sempre os mesmos sonhos
De quantidade e tamanho

Garotos perdem tempo pensando
Em brinquedos e proteção
Romance de estação
Desejo sem paixão
Qualquer truque contra a emoção

Garotos perdem tempo pensando
Em brinquedos e proteção
Romance de estação
Desejo sem paixão

(Paula Toller / Leoni)


Ah, os garotos...
 
 
carolcita
21 February 2007 @ 10:00 pm


Às vezes eu imploro pra você crescer logo.

Você devia deixar de ser esse menino mimado, que não faz nada da vida e só gasta o dinheiro dos seus pais. E os seus pais e sua irmã deveriam te fazer crescer, te fazer trabalhar e te fazer tomar vergonha na cara. Quem sabe assim você deixaria de ser despreocupado com a vida e também criasse alguma perspectiva.

Queria que você crescesse o suficiente pra entender que você pode comer quantas mulheres você quiser, isso vai acabar se tornando vazio uma hora. Queria que você fosse grande o suficiente pra entender que uma hora nada mais vai fazer sentido se você não tiver pra quem ligar quando voltar pra casa. Nada mais vai fazer sentido se você não tiver motivo pra voltar pra casa.

Queria que fosse verdade o que nos prometemos ainda meninos, que iríamos viver em paz por um tempo, mas que depois nos encontraríamos. Queria que você crescesse e apagasse todas as imaturidades que tivemos e que construísse em cima disso a imagem de mulher que eu virei agora.

Dói demais em mim saber que você não cresce. Que vai demorar muito pra crescer. E eu, como já cresci, sonho com você, menino, todas as noites. Esperando você crescer. E vou esperar você crescer. Pra crescermos juntos.
 
 
carolcita
01 February 2007 @ 07:54 pm
Homens para os quais eu não posso esquecer de dar antes de morrer:

1. Harold Dieterle, o Top Chef. De preferência com o uniforme de chef e com aquele lápis atrás da orelha.




2. Fabio Canavaro, zagueiro da seleção da Itália que derrotou o Brasil em 2006. De preferência suadinho, depois de um jogo bem disputado, embaixo do chuveiro.




3. Patrick Dempsey, o Dr. Shepard de Grey's Anatomy. De preferência representando o Dr. Shepard mesmo; só de jaleco e esteto no pescoço.




4. Joshua Jackson, o Pacey de Dawson's Creek. De preferência representando o Pacey mesmo, com aquela cara de coitadinho e me chamando de Joey.




5. Robiie Williams, cantor. De preferência só depois que eu descobrir que ele não é viado.




6. Caco Ciocler, ator, o Renato de Páginas da Vida. Só pra não falarem que eu desdenho os homens brasileiros. De preferência interpretando o Renato mesmo, bem cafa.




Ô delícia.
 
 
carolcita
22 January 2007 @ 05:50 pm


E lá vem a vida me chamar pra mais um tempo de turbulência; lá vou eu sair para dar meu show.
Eu até estava achando estranho, muita calmaria, sabe? Tudo muito bom, tudo muito bem, tudo muito calmo. Pra falar a verdade, essa felicidade artificial me cansa um pouco; sinto falta de montanhas-russas. Afinal, o que é a felicidade plena quando não temos nada que nos faça dar valor a ela? Que valor daremos para sorrisos o dia todo, se nunca mais sentirmos uma lágrima cair sozinha?

Cá entre nós, estava com saudade de ter motivos pra gemer e pra chorar. Essa história de viver sem grandes emoções não é pra mim.

E no roteiro estou eu, meio amadurecida e meio criança abandonada, meio adulta e meio ridícula. E, por outro lado, lá vêm eles. Cheios de remorso, cheios de saudade, cheios de vontade.
E eu me prometo que esse ano vai ser diferente, mas não adianta, porque eu ainda sou a mesma. Reestruturada, amadurecida, mas ainda sou a mesma. Me deixo levar, por todos eles. E essa é a melhor coisa que eu faço.
Em um momento me vejo gemendo de prazer e, em outro, tentando conter as lágrimas de tanta saudade.

Quando eu era mais nova, queria que o tempo voltasse. Hoje em dia, eu dou graças porque eu não posso fazer isso.

Me deixo levar, por todos eles, sempre. Afinal, como já dizia Lenine: "Eu caio na rede; não tem quem não caia."
 
 
carolcita
04 January 2007 @ 07:57 pm


Parece que agora vai, sabe? Eu sei que todo mundo fala em todo começo de ano que agora vai. Mas acho que agora vai de verdade.
É impressionante como eu mudei de um minuto pra outro. Eu acho que o ano passado foi ruim o suficiente para me fazer perder totalmente as esperanças. Ao mesmo tempo, foi um ano de mudanças. Por dentro e por fora.

Antes eu me sentia mal por não poder ter você. Agora eu me sinto leve, justamente pelo mesmo motivo. Sinto que agora posso andar sem seguir ninguém e também sem ter a preocupação de ter que dar passos mais curtos só porque alguém está me seguindo. Sei que agora posso sair correndo por aí, sem contar pra ninguém. Sei que minha hora é essa, porque meu espírito mudou. Sei que minha hora é esse porque eu mudei por inteiro. Ainda não sei tudo que eu quero fazer, mas sei que vou fazer porque não dependo mais de ninguém. Posso fazer os planos que eu quiser, porque não vou estar nos planos de ninguém, assim como não preciso incluir ninguém nos meus. E vai ser assim.

E vai ser assim, mesmo que apareça outra pessoa na minha vida. Vai ser assim, porque eu já perdi oportunidades demais, amigos demais e tudo a mais por causa de você. E ninguém é bom o bastante para me fazer perder tudo isso de novo. Não que você fosse bom o suficiente, mas eu é que era burra. E agora não sou mais.

Puta que pariu (o livejournal é meu, uso palavrão quando eu quiser), como eu to feliz. Não simplesmente feliz. Mas feliz ao ponto de me sentir bem desde a hora em que eu acordo, mesmo que seja às 6h em plenas férias. Feliz ao ponto de cantar música alta no carro às 7h da manhã no meio da 23 de maio lotada. Feliz ao ponto de estar filhadaputamente feliz. Acho que nunca fiquei assim antes.

Sabe quando a gente se sente feliz ao ponto de não querer ninguém enchendo o saco? Ninguém ligando de manhã, de tarde e de noite. Ninguém brigando com a gente antes, durante e depois. Ninguém cortando nossas asas e não deixando a gente ser o que é.

Talvez eu esteja feliz porque agora eu sou eu mesma.

Né?
 
 
carolcita
28 December 2006 @ 12:53 am


Andei escolhendo as cores que vou usar na virada, de acordo com as coisas que eu desejo pra esse ano.

Vou usar o branco, porque eu quero paz em 2007. Quero paz na hora de dormir, porque não quero ser acordada com o telefone tocando. Quero paz na hora de sair de casa, porque não quero perder 1/4 do dia no trânsito. Quero paz na hora que eu chegar, porque não quero chegar muito cansada a ponto de não conseguir estudar.

Vou usar o rosa, porque eu quero amor em 2007. Quero amor na hora de dormir, porque eu gosto de dormir de conchinha. Quero amor na hora de sair de casa, porque quero encontrar um bilhete carinhoso no pára-brisa do meu carro. Quero amor na hora que eu chegar em casa, porque quero ter vontade de chegar logo em casa pra te dar um beijo.

Vou usar o vermelho, porque eu quero paixão em 2007. Quero paixão na hora de dormir, porque eu quero não ter vontade de dormir quando estiver do seu lado. Quero paixão na hora de sair de casa, porque eu quero ter vontade de sair de casa mais linda do que nunca. Quero paixão na hora de voltar pra casa, porque eu quero ter a certeza de que, ao voltar, vai ter alguém muito bom me esperando.

Vou usar o laranja, porque eu quero alegria em 2007. Quuero alegria na hora de dormir, porque eu não gosto de ter pesadelos. Quero alegria na hora de sair de casa, porque não quero ter que sair de mau humor. Quero alegria na hora de chegar em casa, porque ainda preciso de pique para fazer um monte de coisas.

Vou usar o verde, porque eu quero esperança em 2007. Quero esperança na hora de dormir, porque eu quero poder dormir mais 5 minutinhos. Quero esperança na hora de sair de casa, porque eu quero poder chegar em casa inteira. Quero esperança na hora de chegar em casa, porque eu quero que o dia seguinte seja melhor ainda.

Vou usar o amarelo, porque eu quero dinheiro em 2007. Quero dinheiro na hora de dormir, pra poder comprar um colchão d'água bem gostoso. Quero dinheiro na hora de sair de casa, pra pode comprar um sapato pra cada dia. Quero dinheiro na hora de chegar em casa, porque quero poder pedir comida ao invés de cozinhar.

Vou usar o azul, porque eu quero tranqüilidade em 2007. Quero tranqüilidade na hora de dormir, porque preciso de uma boa noite de sono. Quero tranqüilidade na hora de sair de casa, porque o estresse de lá de fora já é o bastante. Quero tranqüilidade na hora de chegar em casa, porque é em casa que ue me aconchego.

Mesmo com todas essas cores, ainda me falta descobrir uma. Porque, além de tudo isso, eu queria mais uma coisa pra 2007. Eu queria também que você fosse PRA PUTA QUE TE PARIU, sabe? Queria que sumisse de uma vez, entende?
Você e toda essa paz que você me transmite. Você e todo esse amor que eu sinto por você. Você e toda essa paixão que você faz aflorar em mim. Você e toda essa alegria que você trazia pra minha vida. Você e toda essa esperança que você já me fez perder. Você e todo seu dinheiro que me comprava coisas inimagináveis. PORQUE EU QUERO TRANQÜILIDADE em 2007, coisa que nunca tive ao seu lado.
Que cor será que eu uso pra isso?

Um bom ano pra todos, sem assombrações.
 
 
carolcita
26 December 2006 @ 12:10 pm


1. Continuar no processo de amolecer o coração;
2. Concentrar para não perder o rumo;
3. Continuar correndo atrás dos objetivos;
4. Pensar SÓ em mim e mais ninguém;
5. Tentar não ter vontade de arrumar um namorado;
6. Terminar o meu regime e perder os 9kg que faltam (pra quem ainda não percebeu, perdi 9kg já);
7. Ficar gostosona;
8. Torcer para que os ex-namorados babem;
9. Tentar não cair na tentação de ficar com algum ex-namorado (só tentar, vai);
10. Mudar a cor do cabelo;
11. Acordar mais cedo nos finais de semana pra aproveitar o sol no clube;
12. Dormir mais cedo nos dias de semana pra não morrer de sono no trabalho;
13. NÃO GASTAR o salário inteiro em roupas e sapatos;
14. Dormir menos, produzir mais;
15. Permitir algumas loucuras de tempos em tempos, mesmo que isso signifique quebrar a resolução número 9.

É, acho que assim tá bom.

E quem precisa de amor? (Shiu, não conta pra ninguém que eu vou passar a virada de calcinha vermelha =X)

Bom ano novo pra vocês. Que 2007 venha bem melhor que 2006, com muita paz e muitas realizações.
 
 
carolcita
16 November 2006 @ 09:40 pm


Que se fechem as cortinas.

Porque eu não preciso de espectador assíduo e particular. Eu quero fazer as minhas coisas só por mim, sem precisar de ninguém pra assistir.

É que num mundo tão enorme, cheio de vidas, o que é a nossa, né? É um nada, apenas mais uma personagem nesse mundão bobão. Engraçado. Não faz sentido, né? Cada um tem uma história e ninguém tá nem aí pra ela. Cada um só quer saber da sua história.
Por isso que temos tanta necessidade em ter alguém do lado. Por isso queremos nos casar.
Não estou dizendo aqui que não vou me casar. Porque eu tenho certeza de que daqui um tempo estou apaixonadinha e ridícula de novo, fazendo mil planos. Mas, pensando com a cabeça e não com o coração, não preciso de espectador.
Sou feliz assim, com a minha vidinha super importante. Nada importante pra você, mas quem se importa? Estou cagando e andando pra sua vidinha também.

Sempre fui um livro aberto. De uns tempos pra cá, me limito a contar certas coisas apenas pros mais chegados. É assim que faz a nossa vida ter valor. Somos todos diferentes, não vou sair contando minha vida por aí. Colocamos as coisas no jornal pela velha necessidade de espectadores.

Mas, pra mim, já basta.

Precisamos de alguém que nos passe a certeza de que estará ao nosso lado, pro resto da vida, presenciando nossa história. Só pra sentirmos que somos importantes. Porque casamento é isso, é a certeza de "estarei ao seu lado pra sempre, assistindo sua vida; em troca, você assiste a minha".

Eu to fora.

Que se fechem as cortinas.
 
 
carolcita
07 November 2006 @ 09:09 pm


Com certeza, se não fosse assim, seria de outro jeito.

Sentiria outras dores, mas sempre com a finalidade de aprender as mesmas coisas. Sentiria outras alegrias e satisfações, mas com o objetivo de dar valor a certas mesmas coisas. Me engajaria em assuntos diferentes, mas sempre com a pretensão de me fazer alguém melhor (ou de me sentir alguém melhor, pelo menos). Comeria coisas diferentes, mas sempre viria a desenvolver as mesmas doenças. Não gostaria de cachorros, mas sempre teria a certeza de que animais são melhores do que homens. Teria outra aparência, mas sempre criaria essa barreira enorme. Trataria as pessoas de forma diferente, mas sempre com a impressão de que estaria sendo falsa.

Moraria em outro mundo, mas sempre esperaria por você. Pra sempre.

Talvez com essa espera eterna em qualquer um dos mundos eu aprenda que a vida é curta demais para esperarmos por quem não vem.
Mas, se não fosse assim, seria de outro jeito.

Não chamo de destino, apenas de karma. Então, eu sigo assim, te esperando, aqui ou em Marte, com o consolo de um dia aprender.
 
 
carolcita
05 November 2006 @ 01:42 am


Ah sim, estava na hora.
Peguei tudo que pude, soquei dentro da mala e cá estou eu.

Com algumas coisas meio amassadas, mas estou inteira.

Infelizmente perdi meus comentários, mas agradeço todo mundo que fez do meu outro endereço em sucesso.
Espero que gostem desse aqui.

Depois de um balanço do ano, vi que era hora de mudar. Deletar coisas velhas, rasgar papéis antigos, trocar as fotos do mural, mudar o repertório dos sonhos e cancelar alguns objetivos.

E cá estou eu, nova.
 
 
carolcita
28 October 2006 @ 09:54 pm


É impressionante.

Quando está tudo bem, quando está tudo indo nos conformes, parece que seu radar dispara. Você pensar consigo mesmo: "É essa a hora. Olha como ela tá bem!". E, quando eu menos espero, quando eu penso que eu esqueci, você aparece.

Eu ando pelas ruas e vejo você nos outros rostos, mesmo sem querer. Eu estou parada no farol e sinto seu cheiro, mesmo com a fumaça do cigarro ou o fedor do rio Pinheiros. Eu fecho os olhos e te vejo, mesmo se você é a última pessoa que quero nos meus sonhos. Eu paro e penso no futuro e vejo você lá comigo, mesmo que eu já tenha desistido dessa idéia há tempos.

Não dá.

Você sente que eu estou bem e faz questão de vir estragar tudo. Seja nas fotos, seja nos sonhos, seja nos pensamentos, seja no ar. Seja como for. Mas você vem. E estraga tudo. Me deixa dias e dias só pensando em você e em todas as coisas boas. Consegue me fazer ter raiva não dos dias que perdi do seu lado, mas sim das manhãs ensolaradas em que ficamos sentados no parque. Consegue me fazer ter raiva não das oportunidades que perdi por você, mas sim de todos os nossos sonhos da nossa casa em uma vila em Curitiba com um cachorro bem grande no quintal. Consegue me fazer ter raiva não das noites em que você saiu com os seus amigos, mas sim de todas as noites que ficamos deitados no colchão no chão vendo filme e brincando com chantily.

Você é terrível.

Hoje em dia entendo o sentido da frase que minha mãe sempre disse: ruim com ele, pior sem ele. E mais: se você tivesse morrido, não seria tão ruim assim.
 
 
carolcita
22 October 2006 @ 12:32 pm


"Vivi bastante,

não o suficiente.

Quero aprender latim e,

se der tempo, grego.

Preciso constatar se realmente Juliana será advogada, como seus pais querem

ou se Larissa será uma 'mega star', como seus pais não querem.

Preciso terminar a faculdade

e ajudar mais a quem precisa e também a quem nem precisa tanto.

Preciso fazer novas amizades e ser amada por mais pessoas.

Preciso fazer muitos jogos de lençóis e toalhas para o enxoval das bisnetas.

Fazer uma plástica para tirar as bolsas dos olhos

e esperar a cura total dos probleminhas de audição e visão e dos radicais livres.

Preciso saber se há vida extra-terrestre e,

se houver, convidar um ET para o almoço.

Constatar que a violência acabou

e que posso deixar a porta da rua aberta enquanto vou ao supermercado.

Preciso conhecer o Brasil todo e,

também a Europa, quiçá a Grécia e as pirâmides do Egito.

Preciso escrever um livro de receitas.

Preciso aprender com minhas crianças a ver a alegria ilimitada, a bondade pura e,

principalmente, aprender a ver o simples.

Preciso finalmente não deixar meus parentes e amigos sem uma festinha

e manter o compromisso de encontrá-los sempre em torno de uma agradável refeição

em todos os meus próximos aniversários."



Dicurso feito por Dona S., em seu aniversário de 90 anos.
 
 
carolcita
06 October 2006 @ 04:03 pm


Antes você era tudo. Era quem me acolhia, era quem me conhecia, era quem me confortava, era quem me amava. Me conhecia melhor que eu mesma. Era tudo pra mim. Me repreendia quando precisava, me apoiava quase sempre. Era quem viva por mim. E era por quem eu vivia.

De uma hora pra outra, você se foi, levando consigo parte de mim e deixando uma parte sua imensurável por aqui.

E agora você não é mais nada meu. Nem amigo. Nem nada. Agora você é o tudo dela. Quem a acolhe, quem a conhece, quem a conforta, quem a ama. E quem ela ama também. É tudo pra ela. Repreende-a quando precisa, apóia-a quase sempre. É quem vive por ela. É por quem ela vive.

Você era tudo pra mim. É meu ex-tudo. E meu atual nada.

Impressionante como duas pessoas que se conhecem tanto e que se amam tanto conseguem simplesmente se desligar. Por isso dói tanto. É uma coisa que tem que ser feita abruptamente, por isso dói tanto. De uma hora pra outra, tenho que te arrancar da minha vida e me conformar com o fato de você estar "tapando outro buraco". É, deve ser por isso que dói tanto.

Deveria ser proibido precisarmos tirar alguém da nossa vida assim, por completo.

Agora você é outro. E aqui só ficam as fotos, as lembranças, as palavras. De um atual mero desconhecido. Um atual nada.
 
 
carolcita
02 October 2006 @ 03:47 pm


Sabe que impressão eu tenho? Que você pegou todas os nossos dias juntos e amassou junto com os bilhetinhos em guardanapos.

Parece que você simplesmente virou as costas e foi embora, me tratando como lixo. Jogou fora todo nosso amor, sem dó. Colocou tudo num saco preto e deixou o caminhão de lixo levar. Todos os nossos dias, todos os nossos almoços, todos os nossos cochilos, todas as nossas pizzas, todos os nossos filmes, todas as nossas músicas, todas as nossas coisas.

Isso é falta de consideração, sabia? Pegar todas as nossas coisas e jogar fora, sem ao menos perguntar se eu estou de acordo. NÃO. Eu não estou de acordo. Não estou de acordo e não quero conviver com o fato de que todos esses dias foram em vão. Todos esses dias que eu acordei por você e vivi por você foram em vão. Isso é injusto. Sei muito bem que você vai falar que as coisas estão guardadas com muito carinho, mas esse discurso seu eu já conheço. Ele é tão batido e tão ridículo quanto "o problema não é você, amor, sou eu". Você junta todo e vai embora sem ao menos me dar direito a um aviso prévio. E o resto do nosso dia? E o nosso fim de semana? E os nossos planos? Ah não.

Sabe qual o nome disso? Covardia.

Ou você pensa que eu estava preparada para acordar no dia seguinte e não te ligar, não te ver? Ou você pensa que da última vez que me encontrei com seus pais eu aproveitei tudo como se fosse a última? Ou você pensa que eu sabia que aquele selinho torto de bom dia que eu te dei foi o último?

Que raiva. Não tenho raiva do que foi ruim, mas tenho raiva do que foi bom. Porque são as coisas boas que não me deixam dormir de saudade. Se você não me tratasse tão bem, se não usasse um perfume tão bom, se não me levasse em lugares tão lindos, se não passasse dias tão especiais ao meu lado, se não me amasse tanto...Ah, se não me amasse tanto, eu não sofreria desse jeito...

Desse jeito, com a impressão de ter sido tratada como lixo...
 
 
carolcita
28 September 2006 @ 06:10 pm


Vocês se conhecem e ele te liga durante dias seguidos, apenas para conversar, sem nenhuma outra intenção aparente. Até que um dia ele te liga e te convida para um chopp, num barzinho tranqüilo, perto de casa mesmo. Ele te pega em casa, fica com aquela carinha meio sem jeito, fala que você está linda (mesmo depois de um dia exaustivo) e vocês vão para o bar. Chegando lá, ele puxa a cadeira pra você, faz o pedido e vocês conversam. Conversam. Conversam. Conversam, conversam, conversam. Ele hesita em te beijar, mostrando que é tímido. Você não resiste, dá sinais de que está na dele e vocês se beijam. A noite se tranforma, fica linda. Vocês continuam lá por mais um tempo, conversando e curtindo o novo momento juntos. Você, insegura e envergonhada, mas muito ansiosa, pergunta a ele se vocês irão se ver outra vez. Ele responde que sim, mas mesmo que ele não respondesse você já saberia a resposta só pela carinha linda que ele fez. Ele diz que vocês se veriam logo no dia seguinte.

Pronto. Ele leu a cartilha direitinho e você caiu na dele. Ele treinou e ensaiou direitinho o jeito de te fisgar e deu certo. Você já não tem mais saída, já era. Você, que se prometeu nunca mais cair na conversa de outro "Don Juan", está lá, com borboletas no estômago e os olhinhos brilhando.

É golpe baixo.

E não adianta. É um ciclo vicioso.
 
 
carolcita
13 September 2006 @ 10:30 pm


Estou no meu direito de me sentir triste, vazia. Estou no meu direito de não ter forças pra levantar pelo menos um dia na semana.

Eu olho pros lados e tudo flui. Todo mundo sorri. Todo mundo tá feliz. Todo mundo tá ocupado com o trabalho. Compenetrado nos estudos. Menos eu. Eu não estou feliz.

Se parar pra pensar, não tenho muito do que reclamar. Minha situação em casa está ótima, tenho ótimas amigas, amo o curso que eu faço, estou satisfeita "profissionalmente", tenho ido bem na faculdade, estou interaginso com as pessoas constantemente, conhecendo pessoas novas por aí, cochilando no sofá durante a tarde, fazendo tudo que eu bem entendo. Estou muito bem resolvida. É o que parece...

Dentro de mim, tem um alarmezinho tocando. Já faz um tempo. Umas 2 ou 3 semanas. Ou até há um mês. Um alarmezinho tocando, me mandando prestar atenção, reclamando de falta de alguma coisa, que, infelizmente, eu ainda não descobri o que é. Um alarmezinho que não tem momento certo pra tocar. Ele simplesmente toca. E me incomoda. E me faz me sentir vazia, triste, acabada.

Talvez eu não saiba o que é pelo simples fato de que nunca nos contentamos com o que temos. Talvez, como vai tudo muito bem, eu esteja tentando achar algum defeito. Alguma coisa que esteja faltando. É, pode ser que não esteja faltando nada...Pode ser tudo ânsia da minha parte de querer sempre mais. Já que tudo está tão bem e tão calmo, entende?

Algo me diz que falta alguma coisa...

E, se falta ou não, estou no meu direito.
 
 
carolcita
06 September 2006 @ 08:29 pm


Será que a música da novela fala a verdade? Será que é mesmo impossível ser feliz sozinho? Que fundamental é mesmo o amor, tudo bem. Mas é impossível ser feliz sozinho? Tenho minhas dúvidas.

Quando estamos sozinhos somos nós mesmos, sem tirar nem por. Fazzemos o que queremos, quando queremos. Aliás, fazemos somente as coisas que nos deixam realmente felizes.

Só quem já namorou sabe o valor que tem chegar em casa, tirar o sapato e a calça, deitar no sofá, ligar a TV e comer amendoim tomando cerveja, sozinho. Só quem já namorou sabe o valor de, em plena 4a feira, dar um foda-se pra tudo e ir bater pernas no shopping, sozinho. Só quem já namorou sabe o valor de combinar a balada de 5a feira sem tem que dar satisfações ou pedir opinião; combinar sozinho.

Enfim, não é impossível ser feliz sozinho. É muito possível ser muito feliz sozinho. Mas isso não quer dizer que essa é a única forma de ser feliz. Do mesmo jeito ue somos felizes "casados", mas essa também não é a única forma de ser feliz. Há quem acredite que cada um se encaixa num "tipo" de felicidade (ou seja, tem gente que nasceu pra ficar solteiro e tem gente que nasceu pra casar). Antes eu acreditava nisso. E acreditava também que eu era uma das que tinham nascido pra ser titia. Agora acredito que o "tipo" de felicidade é coisa de momento. Tem horas que você quer ficar sozinha e tem horas que você quer dividir sua vida com outra pessoa. Não é obrigação ter alguém. Aliás, é um absurdo você querer dividir a vida que é só sua com outra pessoa. Mas, de vez em quando, pensamos com o órgão errado (no caso dos homens, é esse órgão aí que você tá pensando mesmo) e achamos que encontramos a pessoa ideal pra viver a nossa vida com a gente. Maldita hipocresia.

Já dizia Marisa Monte...

"Quem foi que disse que é impossível ser feliz sozinho
Vivo tranquilo, a liberdade é quem me faz carinho
No meu caminho não tem pedras nem espinhos."
 
 
carolcita
01 September 2006 @ 06:11 pm


Vai me dizer que você nunca broncou de faz de conta? A gente tem o hábito de todo dia criar um "faz de conta" novo. Quem não faz isso é hipócrita demais pra dizer que é feliz sem sonhar.

A gente começa mentindo pra si mesmo, logo de manhã. A gente finge que tudo bem em acordar cedo. A gente finge que tudo bem em tomar banho pra acordar. A gente finge que tudo bem de sair correndo de casa correndo, sem tomar café. A gente finge que tudo bem de pegar aquele ônibus lotado ou aquele trânsito infernal logo de manhã. A gente finge que tudo bem atrasar nosso almoço por causa de outro compromisso. A gente finge que tudo bem de passar a tarde inteira ocupado, quando o que mais quer é dormir. A gente finge que tudo bem de dormir tarde e acordar cedo, pra começar tudo de novo no dia seguinte.

Aí a gente começa a mentir pros outros. A gente finge que tudo bem. A gente finge que tá sempre tudo bem. A gente dá bom dia, a gente pergunta como tão as coisas, a gente escuta os desabafos. Tá sempre tudo bem. A gente finge que a história do outro é mais interessante que a nossa e que o problema dele é mais grave que o nosso. Só pra ficar tudo bem.

A gente chega em casa e finge que tudo bem de não ter pra quem ligar pra avisar que chegou e contar como foi o dia. A gente finge que tudo bem em não ter com quem ver filme num dia frio embaixo do edredon. A gente finge que tudo bem de não ter do nosso lado alguém com quem a gente sempre pode contar. A gente finge que tudo bem de não ganhar um beijo apaixonado de bom dia todo dia. A gente finge que tudo bem de sair na rua e ver casais apaixonados por aí. A gente finge que a gente é moderna e que não precisa de ninguém, que é feliz sozinha.

A gente finge que tudo bem. Porque se a gente perde essa magia de criança de brincar de faz de conta, as coisas ficam difícies. As coisas ficam mais difíceis ainda do que já parecem ser.

Eu, por exemplo, quando esqueço de fingir e lembro da realidade, finjo que estou de TPM e me entupo de chocolate. Até choro de vez em quando. Mas depois eu finjo que ficou tudo bem.
 
 
carolcita
21 August 2006 @ 05:49 pm


"Apartamento aparentemente bem cuidado, lozalizado em bairro nobre da cidade. Com boas referências, 3 dormitórios já usados, 1 banheiro com banheira de hidromassagem, ampla sala de estar para os amigos e cozinha de tamanho bom para quem gosta de delivery. Prédio alto, de categoria, com recente troca de pastilhas externas. Porteiro simpático e sorridente, síndico rabugento de tempos em tempos. Vizinhança amigável e compreensiva.

Internamente pode apresentar alguns defeitos, como encanamento e fiação antigos. Portas necessitando de dose extra de óleo e paredes implorando por nova cor. Varanda pequena, mas com vista interessante para uma movimentada área do bairro.

Ideal para quem procura o que fazer.

Resumindo, aparentemente o apartamento é bom. Mas, como qualquer outro, tem alguns defeitinhos por dentro. Alguns defeitos devidos ao mal cuidado do último inquilino.

Aguardando ansiosamente por um novo dono que faça as reformas necessárias. Preço bom, com possibilidade de negociação (pra quem está entendendo o post, por favor não pensem besteira sobre esse "preço"). Afinal, o apartamento é bom. Só necessita de uma atenção extra e uma dedicação especial.

Aguardo contato."
 
 
carolcita
12 August 2006 @ 11:24 pm


De vez em quando dá uma preguiça, né? Preguiça depois de comer...Preguiça depois de acordar...Assim é saudável...Mas, quando se tem preguiça de tudo e qualquer coisa, as coisas começam a se complicar...

Tenho uma amiga que simplesmente tem preguiça de ser ela mesma. Tem preguiça de sentar e abrir o jogo com a mãe dela sobre as coisas. Tem preguiça de sair com as amigas quando ela quer. Tem preguiça de fazer o "x" no formulário da FuDest no curso que ela realmente quer fazer. Tem preguiça de aceitar namorar com o menino que ela está, porque acha que não vai dar certo. Simplesmente tem preguiça de fazer as coisas darem certo.

Tenho um amigo que simplesmente tem preguiça de descer do salto (não, ele não é traveco.) e ser humilde. Tem preguiça de confessar que não sabe quase nada da vida. Tem preguiça de ouvir o que os outros têm a dizer. Tem preguiça de amar a família dele, então se finge de independente. Simplesmente tem preguiça de amadurecer e virar homem (repito e reforço, ele não é traveco e nem viado.).

Minha mãe tem preguiça de trabalhar de vez em quando. Tem preguiça de levantar do sofá depois do almoço no fim-de-semana (ela acha que no serviço deveria ter umas poltronas pra cohiclar depois do almoço). Tem preguiça de sair na sexta-feira de noite. Tem preguiça de ir buscar meu irmão quando ele resolve sair de noite.

Minha cachorra tem preguiça de simplesmente tudo. Tem preguiça de levantar pra comer (por isso só come quando vai fazer festinha pra alguém que chegou, aproveitando o embalo.). Tem preguiça de chegar até a área de serviço pra fazer xixi (por isso de vez em quando ela faz no caminho e toma uma puta bronca.). Tem preguiça de segurar o osso pra roer (por isso ela me faz segurar o osso pra ela.). Tem preguiça de ir passear quando tá muito sol (por isso que quando a gente desce com ela, a primeira coisa que ela faz é tentar entrar no carro.). Enfim, ela deve ter sido um bicho-preguiça na outra encarnação.

Meu irmão tem preguiça de aparar a barba (então anda com uma camada de pelos ridícula ao redor do rosto - que parecem pentelhos, por sinal.). Tem preguiça de estudar. Tem preguiça de sair com a gente pra jantar. Tem preguiça de ligar pra minha vó quando ela faz aniversário. Tem até preguiça de tomar banho e escovar os dentes, acreditam?

Eu tenho preguiça de conhecer gente nova. Tenho preguiça de me apaixonar de novo. Tenho preguiça de acordar às 5h30 pra ir pra aula. Tenho preguiça de levantar às 13h e sair da faculdade quando acaba a aula. Tenho preguiça de cultivar amizades. Tenho realmente "preguiças problemáticas". Mas, se tem uma coisa que eu não tenho preguiça, é de sair de casa. Ah, pra isso, em 5 minutos eu me apronto.

O texto ficou meio sem começo-meio-fim, mas eu só vim escrever porque estava com preguiça. E, pelo visto, a preguiça até que passou...
 
 
carolcita
08 August 2006 @ 08:27 pm


Se conheceram ainda adolescentes. As coisas foram rápidas, como qualquer amor juvenil, arrebatador (e precipitado). Faziam tudo juntos. Eram o casal mais bonito que já tinham visto por aí. Todos comentavam sobre seu amor, sua cumplicidade.

Ficaram anos juntos. Se amavam muito, juravam amor eterno, sabe? Eram presentes toda hora, cartinhas e bilhetinhos apaixonados. O que eles sabiam, mas não queriam enxerger, era que aquilo tudo era lindo, mas não passava de um amor adolescente. Ela tinha seus desejos, suas aspirações, que eram muito diferentes das dele. Eles queriam uma vida diferente, mas queriam muito que pudessem viver juntos.

Os dias passam e aquele amor só cresce. Vai tomando dimensões extraordinárias, quase sem controle algum. Mas, com o passar dos dias, no relacionamento deles não poderia ser diferente. Aconteceu o que acontece com qualquer casal. Veio de repente e eles nem puderam perceber quando tudo começou. Eles foram crescendo, a vida começou a cobrar. As diferenças foram pesando. E, por uma ironia do destino, aquele casal tão lindo e invejado por todos, teve que se separar.

Se separaram, porque queriam vidas diferentes. Ele era humano, sociável. Ela mais metódica, realista. E, infelizmente, a vida os levou para caminhos opostos. Opostos não, apenas distintos. Sofreram muito, mas sabiam que aquilo era o certo. Afinal, de que adianta viverem juntos, se ninguém será realizado? Por mais que se amassem, eles sentiam que faltava alguma coisa. E, para que aquilo que faltasse fosse alcançado, eles sabiam que precisavam se separar. Ir cada um pra um canto. Cada um construir sua prórpia vida.

Porque, às vezes, o amor não basta.

Seguiram. Foram em frente. Correram atrás de seus sonhos. Construiram vidas lindas. Encontraram pessoas com os mesmos interesses e com as mesmas aspirações para a vida. Se casaram. Tiveram filhos. Chamaram os filhos pelos nomes que chamariam os próprios filhos, se estivessem juntos. Mas aquele amor que não bastou, ainda estava lá, bem guardado. Porque a vida os levou para caminhos diferentes, mas as lembraças ficaram. E o amor ficou também.

Passaram-se os anos, até que se reencontraram. Se encontravam sempre, para compartilhar as recordações, sempre respeitando muito as suas respectivas famílias. Porque o amor deles era puro. Era amor de verdade. E eles tiveram o senso de abrir mão desse amor puro, para que eles pudessem ser felizes, cada um com a vida que sonhou.

Porque o amor de verdade é aquele onde você deseja o melhor pra pessoa. Você não se importa se ela está ou não com você. Quando a gente ama de verdade, a gente quer que o outro esteja bem, esteja feliz, independente do que aconteça. Isso sim é amor de verdade. A maior prova de que o amor deles é puro e real, é o fato de eles terem aberto mão um do outro para viver a vida que sempre sonharam. Eles não abriram mão de si mesmos. Isso que importa. Eles sempre terão um ao outro, guardados na memória, nas boas lembranças. Na certeza de que um dia amaram de verdade.

...Ah, que pena que minha vida é uma novela mexicana e não uma simples e envolvente comédia romântica.
 
 
carolcita
06 August 2006 @ 09:40 pm


Eu nunca mudei de país. Eu nunca mudei de estado. Eu nunca mudei de cidade. Eu nunca mudei de bairro. Eu nunca mudei de rua. Eu nunca mudei de casa.

Eu nunca mudei o jeito de me vestir. Eu nunca mudei o corte de cabelo. Eu nunca mudei a cor do cabelo. Eu nunca mudei o esmalte preferido. Eu nunca mudei o brinco do meu quarto furo da orelha.

Eu nunca mudei de escola. Eu nunca mudei de faculdade. Eu nunca mudei de curso. Eu nunca mudei de matéria preferida.

Eu nunca mudei o destino das férias.

Eu nunca mudei de melhor amiga.

Eu nunca mudei de grande amor.

Eu nunca mudei meu jeito. Infelizmente, eu nunca mudei meu jeito.

Eu nunca mudei nada.

Quem sabe agora seja a hora de encaixotar umas coisas velhas e usadas demais. Algumas coisas que eu tenho, mas sei que nunca vou usar. Talvez agora seja uma boa hora pra estar de mudança.
 
 
carolcita
27 July 2006 @ 12:15 pm


E quem foi que falou que as coisas não têm seu tempo certo? Pra mim, tudo vem com uma etiquetinha no verso com a inscrição "válido até tal dia" ou "melhor consumir até tantos dias".

De vez em quando me pego pensando nos tempos que já foram e não voltam mais. No tempo que eu era criança e não sabia das coisas. No tempo que minha família era bonitinha a-là-comercial-de-margarina. No tempo em que eu tinha meu primeiro namoradinho. No tempo em que eu tinha meu segundo namorado. E no tempo em que eu tinha meu terceiro namoradão. No tempo que eu tinha uma paixãozinha que eu achava que era o amor da minha vida. No tempo que eu achava que eu tinha um problema, quando, na verdade, aquilo não era nada. No tempo em que eu achava que um problema era eu não ter uma roupinha nova pra minha Barbie ou uma cor nova de lápis-de-cor.

Quem nunca ouviu o pai ou a mãe falando "Ah, se eu pudesse voltar a ter 20 anos com essa cabeça que eu tenho agora, seria ótimo..." Pois é. Seria muito ótimo. Mas, o fato é que as coisas têm um prazo de validade.

Acredito que as coisas têm uma hora certa pra acontecer. Uma hora certa pra começar, pra se desenrolar e pra terminar. A gente pode até achar o fim do mundo quando aquela coisa termina, mas temos que ser inteligentes o bastante e virar a "coisa" ao contrário e ver o seu prazo de validade. E entender que o prazo de validade venceu. Passou a hora. Já foi. A gente pode ter saudade do que passou, mas nunca podemos querer que isso volte. A gente tem sempre que pensar que, se voltar, nunca será a mesma coisa. Porque era bom naquela época e naquela situação, sabe? Agora você está mudado, a situação está mudada. Está tudo diferente. Não tem como uma coisa simplesmente voltar e ser igual. Porque está tudo diferente. (Será que estou me fazendo entender?)

Vou dar dois exemplos, ok?

Era uma vez uma menina de 12 anos que se apaixonou por um menino de 14, durante as férias. O menino não queria ficar com ela, mas ela queria ficar com o menino. Passaram 3 anos. Eles se encontraram de novo. O menino queria ficar com ela, mas ela não queria mais ficar com o menino. Passaram mais 3 anos. Eles se encontraram de novo. Os dois queriam muito ficar juntos, mas não dava mais. Estava tudo diferente. Os dois estavam diferentes, embora ainda se gostassem muito. Ela tinha mudado muito. Ele tinha mudado muito. E, sem querer, se tornaram incompativeis, mesmo se gostando. É, o prazo de validade venceu.
Era uma vez um menino e uma menina que namoravam. Eles se amavam muito, muito e muito. Estudavam juntos o dia inteiro e se davam super bem. Mas, de tanto conviverem, o namoro terminou. Há 2 anos atrás. Hoje em dia, eles sentem muito carinho um pelo outro. Mas não daria certo se voltassem. O namoro era muito lindo, mas eles estavam na escola, sabe? A vida era outra. Agora eles cresceram e amadureceram. (Ela sim. Ele, eu duvido um pouco.) O namoro era bom, mas talvez ele não fosse se encaixar na vida atual deles, entende? É. O prazo de validade venceu.


Acho que deu pra entender o que eu quis dizer, depois dos exemplos, né?

Então, eu sou a favor do apoveitamento total e pleno de todas as situações. A gente tem que se permitir a ser feliz, antes que o prazo de validade vença. Antes que a hora passe. Antes que as coisas mudem. É inevitável que isso aconteça. Se as coisas não tivessem prazo de validade, não aproveitaríamos com a mesma intensidade. Não evoluiríamos. Parece papo de novela "A Viagem", mas é real.

E mais: Nunca coma iogurtes com o prazo de validade vencido. Essa atitude pode causar altas dores de barriga e muitos dias de enjôo.
 
 
carolcita
13 July 2006 @ 01:07 am


Deve ter muito mais pessoas olhando pra lua agora do que eu imagino.

Será que você também está olhando pra lua? Deve estar. Essa lua linda...Cheia...Nesse céu limpinho...Meio sem estrelas. Acho até que as estrelas teriam seu brilho apagado, tamanha a luz da lua nessa noite. E você, com certeza, também está olhando para ela e pensando na vida. Pensando em como as coisas podiam ser se você não tivesse feito tal coisa. É normal. Todos pensamos assim.

O que será que você tem feito ultimamente? Tem estado feliz? Tem estado com pessoas que te amam? Tem feito coisas que realmente te deixam satisfeito? Tem viajado? Tem conhecido novos rostos e novos mundos?

Quando será que vamos nos encontrar? Afinal, estamos tão perto, se pensarmos que olhamos para a mesma lua. Mas também podemos estar muito longe. Eu nem sei onde você está...Quando será que vamos nos encontrar, hein? Será que ainda vai demorar muito? Por quantos eu ainda terei que passar pra chegar até você? E você, por quantas ainda vai ter que passar pra finalmente chegar até mim? Será que quando nos encontrarmos, vamos perceber? Vamos nos reconhecer? Espero que façamos valer a pena todo esse tempo separados...Espero que possamos aproveitar muito quando finalmente nos encontrarmos.

Eu queria poder te ter aqui ao meu lado agora. Poder te sentir. Poder sentir seu cheiro. Poder encostar minha boa na sua. Poder sentir você passando a mão pelos meus cabelos, daquele jeito que só você sabe fazer. Poder deitar do teu lado e me sentir segura; completamente segura. Poder abraçar você e sentir que é você. Olhar no fundo dos teus olhos e poder dizer "eu te amo" com toda a força e sabendo que é recíproco.

Quero você. Aquele que vai me chamar de "linda" e não de "gostosa". Aquele que vai me ligar de volta quando eu desligar na cara de tão nervosa que posso estar. Aquele que deite num gramado, embaixo das estrelas, ouvindo as batidas do meu coração. Aquele que vai se sentir pleno ao ficar acordado só pra me ver dormir, no seu dia mais cansativo. Aquele que vai me beijar na testa. Aquele que vai ter orgulho de me mostrar pro mundo, mesmo se eu estiver suada, depois de uma tarde na academia. Aquele que vai segurar minha mão na frente dos amigos. Aquele que vai me achar a mulher mais linda desse e dos outros mundos, mesmo quando eu estiver sem maquiagem. Aquele que vai insistir em me segurar pela cintura. Aquele que vai me fazer lembrar a cada minuto o quanto se preocupa comigo. Aquele que vai me provar todos os dias o quão sortudo ele é apenas por estar comigo. Aquele que, quando estiver sozinho com os amigos, vai suspirar e dizer: "É ela!"

É você que eu quero. E eu espero por você. Porque sei que você também, aí do outro lado olhando pra essa lua, espera por mim.

Ah, se ao menos eu soubesse seu nome...
 
 
carolcita
12 July 2006 @ 11:22 pm
Não importa o que aconteceu no passado ou o que vai acontecer no futuro. O que importa é o percurso.

Se você não curtir esse percurso, nada terá valido a pena.

E mais: Isso foi só uma consideração/conclusão sobre o último post.
 
 
carolcita
10 July 2006 @ 12:55 am


Vai me dizer que você nunca parou pra pensar no que pode acontecer...?

Será que eu vou me formar na faculdade? Será que eu vou trabalhar como enfermeira? Será que eu vou arrumar um amor pra vida toda? Será que eu vou casar? Será que eu vou ter filhos? Será que eu vou me separar? Será que eu vou comprar um cachorro? Será que eu vou morar numa casa bonita? Será que eu vou morar sozinha antes de mudar pra casa do marido, caso eu me case? Será que vou ter dinheiro pra trocar meu carro sempre que eu quiser? Será que minha mãe vai morrer logo? Será que meu irmão e eu seremos bem amigos depois de um tempo? Será que minhas amizades vão durar a vida toda? Será que eu vou ter pelo menos 6 amigos que eu queira colocar no altar como padrinhos, caso eu me case? Será que eu vou brigar com o meu marido na minha lua-de-mel, caso eu me case? Será que eu vou ter um grupo de amigos empolgados e sem malícia, daqueles de fazer viagens e dormir todos juntos, caso eu não me case? Será que eu vou ser uma solteira feliz aos meus 35 anos, caso eu não me case? Será que eu vou desistir de ser enfermeira e virar jornalista? Será que eu vou ser viciada em tabaco e nicotina, caso eu não me case e/ou vire jornalista? Será que meu irmão vai ter filhos lindos que vão adorar me chamar de tia? Será que eu vou ser uma boa mãe, caso eu me case (ou não)? Será que eu vou ser uma boa tia, se não puder ser uma boa mãe? Será que meu apartamento vai ser uma bagunça ou eu vou ter paciência pra fazer dele o cantinho mais lindo? Será que eu vou ter coragem de me mudar daqui depois que terminar a faculdade? Será que eu não vou me arrepender se eu simplesmente largar tudo aqui e for morar em outro país? Será que nesse outro país eu vou encontrar um amor pra vida toda?

Será que um dia eu vou poder dizer que sou plenamente feliz?

Todos nos perguntamos. Sempre. Todos os dias. Mesmo que a gente não perceba, estamos sempre nos indagando sobre o que pode acontecer. Agora são 00h51. Se eu ficar aqui escrevendo pra sempre, o post vai ser infinito, de tantas perguntas que virão a minha cabeça.

Será que o futuro realmente existe? Será que o futuro não é uma perda de tempo? Será que não perdemos nosso presente, pensando no que pode acontecer...sabendo que pode não acontecer? Será que não paramos de viver e ficamos apenas nos perguntando sobre o que pode vir a acontecer?

E mais: Será?
 
 
carolcita
02 July 2006 @ 01:12 am


Acabei de voltar da sala, onde estava assistindo o vídeo da minha formatura do 3º colegial.

Chorei do começo ao fim. Eu era uma das últimas da fila, então fui uma das últimas a entrar no salão. Lembro que na hora de formar a fila já começou a minha angústia. Eu tinha terminado o colégio sem amigos de verdade, sem um grupo, sem uma panela. Então eu nem tinha onde me encaixar naquela fila enorme de gente feliz. Entrei no meio das meninas que me acolheram depois de uma bela reviravolta na minha vida. Entrei no meio das meninas que não ligavam pra coisas relevantes e apenas te aceitavam do jeito que você é. Entrei no meio das meninas que me faziam rir na aula. Entrei no meio das meninas que foram as minhas primeiras amiguinhas quando eu passei pra turma da manhã.

A música começou a tocar e entramos no salão. Ver aquele monte de professores em cima do palco esperando a gente e ver os pais dos meus amiguinhos do pré com os olhos cheios de lágrimas, só fez aumentar o choro que estava se entalando na minha garganta. A gente sentou nas primeiras fileiras. Do meu lado, as meninas que me acolheram. Mas eu sabia que, no fundo, eu não faria falta. Atrás de mim, os meninos que sempre foram meus amigos, até meu ex-namorado (que também estava sentado atrás de mim e que na época eu ainda amava de paixão) terminar comigo. E aquelas que antes eram minhas amigas, lá do outro lado do salão. Aquelas amigas que marcavam até noite do pijama, sabe? É...E, no meio delas, uma que me fazia muita falta, mas que ficava dividida entre elas e eu.

Tocaram os hinos do Brasil e da Alemanha (pra quem não sabe, estudei a vida toda em colégio alemão) e a diretora começou a falar. A diretora, que foi a minha primeira professora de alemão. Aquela que levava chocolate pra gente na aula. Aquela que pegava a gente no colo quando ia dar bronca na gente. Aquela que deixava a gente sentar na mesa dela enquanto ela estava na lousa. E aí eu comecei a chorar. Aí eu comecei a entender que aquilo tudo ia acabar e que eu estava terminando o colégio sem levar amigos.

Começou a entrega dos canudos e, a cada um que subia no palco, os outros gritavam o nome. Meu medo era ninguém gritar meu nome. Meu medo era ninguém nem bater palmas pra mim, além da minha família e dos professores educadinhos. Afinal, eu sabia que a vontade da maioria ali era simplesmente ficar em silêncio (e eu sei muito bem quais foram as pessoas que bateram palma por vontade própria e não somente por respeito). Mas, falaram meu nome. Me chamaram lá em cima, depois de terem chamado meu ex-namorado. Eu estava meio sem fôlego, sem jeito. Nem tinha conseguido bater palmas pra ele, de tão estremecida que eu ficava, só de ver aquele menino passando na minha frente. Mas eu subi no palco, bateram palmas pra mim e até gritaram "Carol!". E eu abracei minha paraninfa e chorei. Ah, mas eu chorei tanto. Chorei porque eu tinha a certeza de que estava indo embora daquele colégio sem levar amigos. Depois de 13 anos no mesmo colégio, eu não tinha tido a capacidade de levar amigos. Levar uma turma. Levar a vontade de querer rever aquelas pessoas. Levar a vontade de querer fazer aqueles encontros de 10 anos de formatura típicos de filme, sabe?

A cerimônia foi indo e eu só chorava. Os outros alunos comentavam os fatos entre si, ficavam lembrando das viagens, dos passeios, dos churrascos. E eu não tinha com quem comentar. Afinal, minha viagem de formatura não foi uma Brastemp. Afinal, eu não ía nos passeios que todos iam. Afinal, eu não ia nos churrascos. Eu admito que me tranquei no meu mundo.

Chorei, chorei, chorei.

A formatura terminou. Todo mundo se abraçando e tal. E eu, meio sem jeito, abraçando aqueles que eu achava que valiam a pena. Chorando realmente de tristeza, por não ter vontade de abraçar todo mundo. E chorando também de inveja daquelas pessoas, que estavam levando uma coleção de amigos. Um abraço enorme e maravilhoso na minha amiga que estava com as outras meninas, lá do outro lado do salão. Um abraço enorme e maravilhoso no meu ex-namorado, que eu tanto amava. Um abraço triste na minha amiga que tinha deixado o colégio na 8ª série, porque eu tinha certeza de que ela sabia o motivo de eu chorar tanto.

E a minha vontade era só de abraçar os professores. Eles sim eram meus amigos de lá. Eles sabiam tudo da minha vida e me conheciam como ninguém. Eles sabiam todos os meus pontos fracos e todos os meus pontos fortes também. Eles me viram crescer. 13 anos acordando e indo todos os dias para o mesmo lugar. 13 anos.

Eu fui 13 anos para o mesmo lugar, vi as mesmas pessoas e não consegui levar amigos. Isso é, no mínimo, preocupante.

Espero que agora tenha ficado claro pra todas as pessoas que estavam lá e que tanto estranharam o meu volume de choro.

A formatura foi no dia 18/12/2004. E só agora eu consigo realmente entender o motivo de tanto choro.

Eu espero nunca repetir a cagada que eu fiz nos anos todos de colégio. Eu espero sair da faculdade com uma coleção de amigos. Espero ter opções para padrinhos de casamento e de filhos...Tomara que a lenda de que os verdadeiros amigos se fazem na faculdade esteja certa. Tomara mesmo.

E mais: Sem nada demais hoje, ok? A seleção perdeu, vi esse vídeo e tenho pensado bastante na vida. Então, estou bem melancólica.
 
 
carolcita
28 June 2006 @ 10:03 pm


De vez em quando dá vontade de arrumar as malas e ir embora, né? Mudança de ares, sabe? Respirar em novos ambientes...Deveria ser tão fácil quanto pedir transferência...Né?

Alguém me transfere? Me transfere de faculdade? Me transfere de curso? Me transfere de apartamento? Me transfere de bairro? Me transfere de cidade? Me transfere de estado? Me transfere de país? Me transfere de mundo? Me transfere de galáxia? Seria muito bom...

Alguém me transfere? Me transfere dos meus sonhos ruins? Me transfere dos meus sonhos de saudade? Me transfere dos meus sonhos que me fazem chorar no dia seguinte? Me transfere dos meus sonhos que só me deixam confusa? Seria muito bom...

Ei, você! É, você mesmo. Se transfere da minha vida? Ah, por favor, vai. Assim eu não teria que pedir transferência pra nenhum outro lugar.

E mais: Se todo mundo tivesse senso o suficiente, ninguém teria que pedir para ser transferido de nenhum lugar.
 
 
carolcita
26 June 2006 @ 08:45 pm


Pra quem não sabe (e não prestou atenção no post anterior), segunda-feira passada (19) foi meu aniversário. Um ano mais velha. Um ano menos criança. Um ano a mais. Menos um ano faltando pra virar gente grande (aliás, quando se vira gente grande?). E sabem o que eu ganhei de presente?

O que eu ganhei de presente não tem cor e não tem tamanho. Mas, ao mesmo tempo é tão colorido que ofusca tudo que já passou e é tão grande que não cabe em nenhum pacote. O que eu ganhei de presente não há preço que pague. Mas, ao mesmo tempo é tão caro que ninguém consegue comprar simplesmente porque quer. O que eu ganhei de presente não foi ninguém especial que me deu. Mas, ao mesmo tempo é tão especial que vai mudar minha vida.

Eu ganhei vontade. Eu ganhei vontade de mudar. Eu ganhei vontade de levantar a cabeça. Eu ganhei vontade de ser simplesmente eu. Eu ganhei vontade de falar "não" pras coisas que eu não quero e de falar "sim" pras coisas que desejo desesperadamente. Eu ganhei coragem pra acordar todos os dias de manhã e agüentar qualquer coisa que vier, assim como ganhei coragem pra enfrentar novas situações, novas pessoas e novos amores.

Eu ganhei um palitinho pra colocar nos meus olhos de modo que eles fiquem bem abertos, pra eu perceber o valor que minhas amizades têm. Eu ganhei uma caixinha cor-de-rosa com um cadeado prateado pra guardar todas as maravilhosas lembranças que eu tenho em mim. Eu ganhei um letreiro neon pra pendurar na minha testa, avisando todo mundo "ei, aqui estou eu!". Eu ganhei um saco preto com amarras pra jogar dentro tudo de ruim que vem pra mim.

Agora eu sou eu. Agora eu digo não quando quero. Agora eu digo sim quando quero. E eu mando pra puta que pariu também.

E mais: Ganhei um Bisonho de pelúcia (aquele do Pooh, sabe?) pra eu apertar quando eu quiser. Da melhor amiga do universo. E ganhei também um presente que só chega em Outubro aqui em São Paulo (felizzzz). Além dos dinheiros da família e das tardes batendo perna no shopping e compraaaaaaando muito que ele ($$) nos proporciona.
 
 
carolcita


É uma pergunta interessante, não? Ainda mais no dia de hoje, quando completo mais um ano de vida.

Nunca gostei muito de fazer aniversário. Na verdade, não sei se nunca gostei. Só sei que de uns anos pra cá, não tenho gostado não. E também não sei o motivo ainda. Quando eu era pequena e tinham aquelas comemorações no colégio onde a vovó fazia o bolo, cortava em pedacinhos e embrulhava no papel alumínio pra eu distribuir pros coleguinhas, já não gostava muito da idéia, eu acho. Porque eu todas as fotos eu to meio com cara de bunda. Sempre com a cara que eu fazia quando ficava com vergonha (uma carinha meiguinha que talvez eu nunca mais consiga fazer e com a língua em um dos lado da boca, entre os dentes e a bochecha). Era sempre assim. Em aniversários, apresentações de dia das mães ou qualquer outra coisa do gênero.

Não sei se não gosto da idéia de fazer aniversário porque não vejo sentido em ficar recebendo um trilhão de ligações apenas em um dia do ano, enquanto que nos outros 364 (se eu der sorte e o ano não for bissexto) todo mundo caga e anda pra você. Agora então, com essa maravilha tecnológica (com muita ironia, pessoal) que é o Orkut, todo mundo passa a te amar no dia do seu aniversário e te manda scraps apaixonadinhos te desejando tudo do bom e do melhor (o que dá pra perceber que quase nunca é verdade). Eu gosto daqueles que são sinceros o suficiente pra não me mandar um falso "feliz aniversário" pelo Orkut, se não quiserem. Eu amo muito mais aqueles que me ligam pra me desejar tudo de bom com a voz trêmula, ao invés de ficar escrevendo no Orkut pra todo mundo ver.

E eu me pergunto: "Se eu não soubesse a minha idade, quantos anos eu teria?" Afinal, é mais um ano que passa. É mais um ano perdido, pros pessimistas. É mais um ano de experiências, pros otimistas. Mas, pra mim, é apenas mais um ano que passou. E uma semana de prazo pra eu me acostumar a falar minha nova idade. Mas, afinal, quantos anos eu teria? Teria eu 10 anos a mais, por sempre pensar como uma mulher muito madura? Teria eu 10 anos a menos, por sempre tomar certas atitudes infantis? Teria eu 30 anos a mais, por já ter me acomodado com a rotina? Teria eu 5 anos a menos, por ainda gostar um pouco de bonecas? Teria eu a minha idade mesmo, por gostar tanto de sair por aí e conhecer novos rostos, encher a cara e fazer coisas descaradamente e imprudentemente?

Acho que sou uma mistura de todas as idades. Não sei se isso é normal, não sei se mais pessoas são assim, não sei até quando isso vai durar. Mas eu acho que eu somos nós, entende? Aqui dentro tem aquela que é apaixonada pela vida, tem aquela meio suicida, tem aquela que quer mais se embebedar e fazer tudo sem pensar, tem aquela que não quer sair na 6a feira pra poder aproveitar melhor a manhã de sábado, tem aquela que não vê a hora de cuidar do seu próprio nariz, tem aquela que tem medo de sair da barra da saia da mãe, tem aquela que é apaixonada e não vê a hora de casar, tem aquela que ainda gosta de pegar as Barbies de vez em quando...E, cá entre nós, ainda bem que eu sou assim, vai. Ou melhor, ainda bem que eu "somos" assim.

E mais: Feliz aniversário pra mim. Que esse novo ano que está entrando na minha vida seja repleto de saúde, felicidade, harmonia, paz...Homem...Mas homem que preste, por favor...Baladas...Amigas...Que eu consiga me nortear e parar de andar perdida por aí. Que eu aprenda a me auto-valorizar e entenda que o meu maior bem sou eu mesma e que o meu maior amor é o meu próprio. E que eu continue tendo pessoas maravilhosas do meu lado, pra me apoiarem e pra me censurarem. E, como disse a vovó hoje no telefone (aquela que fazia o bolo e cortava em pedacinhos pra colocar no papel alumínio): "Que você encontre seu príncipe encantado!"...Ai, ai...Só a vovó mesmo =P
 
 
carolcita
17 June 2006 @ 04:03 pm


Afinal, o que é isso?

Amor é aquele sentimento louco que chega de repente e faz você muda tudo? É aquela vontade absurda de ficar todo dia o dia inteiro com aquela pessoa? É a sensação de que só aquela pessoa te basta? É?

Ou será que amor é aquela certeza de que ele sempre estará lá, pra sempre? Mesmo que fiquem 15 anos sem se ver, ele vai estar lá. Será que amor é assim? Será que o amor resiste a tudo? Será que o amor resiste ao tempo e a outros romances? Será?

Ou será que ele é aquele comodismo lindo de um namoro novo, onde ninguém briga, todos estão apaixonados e todo mundo faz o que quer? É estar cego com a paixão do começo?

O que será que é, hein?

Eu espero que um dia eu descubra. E ele também. Porque amor por ele me transborda, mesmo sem eu saber o que é. E é tão forte, que não consigo traduzir em palavras. E, pra mim, não importa o que o amor seja de verdade, porque o meu espera, persiste, resiste e só cresce. E é uma merda, eu sei.

E o melhor conselho que eu recebi na minha vida foi pra não fechar a porta completamente. Simplesmente deixar ela encostada e escancarar as outras, aproveitas novas oportunidades e tal, mas sempre deixando aquela porta meio encostada. Fechada o suficiente pra não te atrapalhar, mas aberta o suficiente pra não ser esquecida. Porque quando a gente realmente acredita em alguma coisa, a gente não pode desistir. Mas também a gente não pode parar nossa vida em função dessa crença. Então, essa porta fica encostada. E as outras bem abertas e escancaradas. E, quando você perceber um mínimo sinal de que a porta pode ser aberta novamente, empurre-a com toda a sua força e faça toda a sua espera ter valido a pena.

E mais: Leia outros livros. Viva outros romances.
 
 
carolcita
12 June 2006 @ 06:25 pm


Por Luís Fernando Veríssimo.



Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado. Às vezes nos falta esperança. Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar. É nossa razão de existir. Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna nosso destino.

Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa. Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um por de sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto. É a força da natureza nos chamando para a vida. Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade.

Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo. Você descobre que algumas pessoas nunca disseram: eu te amo, e por isso nunca fizeram amor, apenas transaram... Descobre também que outras disseram te amo uma única vez e agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado. Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores importantes:
- a relação com a família;
- as condições econômicas nas quais se desenvolveu dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter;
- os relacionamentos anteriores e as razões de rompimento;
- seus sonhos, ideais e objetivos.

Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam, e certifique-se de que, quando estão juntos aquele abraço fala mais que qualquer palavra. Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de seus valores, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.

Aproveite sua família que é uma grande felicidade, quando menos esperamos iniciam-se períodos difíceis em nossas vidas. Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco, pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado. Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário, existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.


Não procure querer conhecer seu futuro antes da hora, nem exagere em seu sofrimento, esperar é dar uma chance à vida para que ela coloque a pessoa certa em seu caminho. A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna. A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem... E que a felicidade sempre venha acompanhada de amigos sinceros que estejam ao nosso lado em momentos bons e ruins.



E um Feliz dia dos namorados pra vocês. Principalmente se a sua melhor e maior companhia for você mesmo =*
 
 
carolcita
08 June 2006 @ 04:52 pm


Era uma vez uma menina linda, querida por toda a família, primeira filha, primeira neta, primeira tudo. A primeira.

Aos 3 anos de idade, ganhou um irmãozinho lindo. Bonitinho, primeiro neto homem, segundo neto, segundo filho. Paparicado que só ele. A menina amava o irmãozinho, mas era inevitável que surgisse um certo ciúme, como em qualquer relação fraterna. Eles se davam bem e tal, mas ela sempre queria tomar o lugar do irmão, afinal, a atenção sempre havia sido dela. Quem era aquele que vinha agora pra roubar o espaço que ela tinha conquistado?

Na escola, ela tinha seus amiguinhos. E até namoradinhos. Mas, desde pequena, ela gostava de roubar a atenção pra si, acredito eu que fosse por um reflexo do que acontecia em casa. Ela tinha necessidade de mostrar a família pros amiguinhos e vice-versa. Ela sempre gostava de ficar próxima das pessoas, mas o seu jeitinho de mandona fazia com que as pessoas se afastassem ligeiramente dela. Ela sempre queria ser líder, sempre queria que as coisas fossem do jeito dela, desde pequena. Talvez por causa daquela mesma necessidade de conquista de espaço que ela sentia em casa.

Mais ou menos aos 10 anos, teve sua pior fase na escola. Também, é essa a fase onde a criança é o bicho mais maldoso (e sincero) do mundo. Ela se viu completamente isolada, sem aquele monte de amiguinhos que tinha, sendo que ela sempre foi atenciosa com todos, apesar de seus defeitos. Apesar de ser um tanto prepotente, ela sempre se importava com os outros. Inconscientemente depois desse episódio, a menina criou uma defesa muito comum entre as crianças dessa idade (e muitos adultos também): ela resolveu se fechar. Ela criou uma "muralha" imaginária entre ela e as outras pessoas, o que deixava muito difícil as relações acontecerem normalmente. A menina tinha muita dificuldade de fazer novas amizades, já que ela tinha medo, inconscientemente, de que tudo aquilo acontecesse de novo. Desde cedo, ela foi se tornando uma pessoinha amarga nesse quesito.

Aos 12 anos, na idade mais curiosa do ser humano, ela ficava até tarde na internet, xeretando em tudo. Até que um belo dia, ela encontrou umas coisas não muito agradáveis sobre seu pai. Com poucas palavras lidas, ela já tinha percebido que a relação de seus pais já não era mais a mesma. E, em questão de minutos, ela se via sozinha em casa. Moraria agora só com a mãe e com o irmão. A cabeça da menina ficava cada vez mais confusa, já que o pai, figura que sempre a apoiou, agora iria embora. O pai, o primeiro amor da vida da menina, o exemplo de figura masculina que ela carregava...Tudo desmoronou em segundos.

Depois disso, sua relação com sua mãe piorava dia após dia. E, com o peso da culpa de ter "terminado" com a relação dos pais, sua relação com seu pai também piorava.

Em um segundo, todos os homens do mundo eram cachorros. Em um segundo, nenhum homem no mundo prestava. Em um segundo, estava tudo acabado. Em um segundo, tudo era nada. E pronto.

Aos 15 anos, a menina, agora já mais crescidinha, voltou a falar com seu pai. Ele não era mais marido da mãe, mas seria pra sempre seu pai.

E, depois disso, as coisas melhoraram até...Do ponto de vista familiar. Mas, do ponto de vista social, a menina sofre as conseqüências disso. Sempre. E talvez pra sempre.

E mais: É por isso que as coisas são como são.
 
 
carolcita
02 June 2006 @ 07:20 pm


Hoje, conversando com uma pessoa por aí, fui instruída por uma nova filosofia de vida (meio sem pé nem cabeça, mas qualquer experiência é válida) bem passiva, por sinal. A pessoa em questão queria me convencer de que devemos aceitar tudo que aparece na nossa vida sem questionar e sem sofrer. Devemos encarar um pé na bunda com naturalidade, uma demissão com naturalidade, o aparecimento de um príncipe encantado com naturalidade. Até faz sentido. Mas também não tanto assim. Desde então, passei a pensar um tanto sobre isso.

Eu sempre fui da teoria de que nossa vida é feita de fases (ainda bem). Uma hora estamos felizes, outra hora estamos tristes. Uma hora estamos praticamente casados, outra hora somos as solteiras mais cobiçadas do pedaço. Uma hora estamos super bem resolvidas com todas as pessoas do universo, outra hora não temos pra onde correr. E agora, pra completar tudo isso, venho acreditando também nas tais das "chances" que aparecem por aí.

Pra mim, tudo que acontece são chances. Parei de acreditar que são oportunidades tiradas e passei a deduzir que são chances dadas. Novas chances. Novas chances de revermos se estamos indo para o caminho certo, sabe? Do tipo "fechado para balanço". Porque tem uma hora que parece que está tudo lindo e que não poderia estar melhor. Mas você não percebe que, aos poucos, vem perdendo o controle da situação. Aí, vem a Vida e te dá uma chance. Uma chance pra você pensar. Uma chance pra você crescer. Uma chance pra você amadurecer. Uma chance pra você mudar. Por isso agora eu aproveitos todas as minhas chances.

Aproveita, vai. Não vai doer. E você vai ver como você vai se sentir bem melhor.

Tem alguém querendo sair com você? Saia, mesmo que não pareça ser a melhor companhia do mundo. Pelo menos assim você conhece gente nova, sai de casa, aproveita uma oportunidade diferente e não fica vendo Zorra Total com a sua vó.
Tem alguém querendo te comer? Dê, mesmo que isso não seja o melhor negócio. Pelo menos assim você sai da seca, alivia suas tensões, faz bem pra sua pele e ainda aprimora suas habilidades sexuais.
Tem alguém te oferecendo um novo emprego? Aceite, mesmo que o salário seja menor. Pelo menos assim você troca de ambiente de trabalho, troca de chefe chato, troca de colegas e quem sabe tudo não melhora?
Tem alguém que te ama? Tenta corresponder, mesmo que ele não pareça ser tão legal assim. Pelo menos assim você esquece fantasmas do passado, começa um novo relacionamento e já vai se preparando para um novo pé na bunda.
Tem um monte de amigas suas agitando pra sair? Saia, mesmo que você nem esteja tão afim assim. Pelo menos assim você paquera no trânsito, paquera na fila da balada, enche a cara e dança em cima da mesa e depois esquece onde deixou o carro. Ah, e pelo menos não fica vendo Zorra Total, né?
Bom, isso são só meros exemplos de como pode ser divertido usar suas chances por aí.

Liberte-se. Arrisque-se.

E mais: Só é realmente feliz quem não tem medo do ridículo.

E eu me importo com o que estou fazendo hoje, afinal estou trocando um dia da minha vida por isso.

Arrisque você também =*
 
 
carolcita
01 June 2006 @ 02:57 pm


Essa é uma pergunta que deveria entrar no rol das perguntas que deveríamos nos fazer todos os dias. Afinal, quanto é que você vale? Você vale muito? Você vale um doce? Você vale um mundo? Hein? Já parou pra pensar nisso? Eu já.

Tem gente por aí que acha que vale mais do que realmente vale. Tem gente por aí que acha que vale menos do que realmente vale. Mas o que entra nessa contagem? O que realmente faz diferença na hora de saber quanto valemos?

A hora que acordamos? O quanto trabalhamos? Se acordamos de bom humor todos os dias? O tempo que ficamos de pijama? Se falamos mal dos outros? Se ficamos o dia todo em casa sem fazer nada? Se somos bonzinhos com as pessoas? Se não tratamos ningúem com grosseria? Se não somos tão sinceros a ponto de sermos deselegantes? Se gostamos de plantinhas e bichinhos? Se matamos formigas no jardim da vovó? Se bebemos? Se fumamos? Se bebemos mais um pouco? Se usamos drogas? Se bebemos mais ainda? Se damos pra quem bem entendemos? Se gostamos de sair todos finais de semana? Se gostamos de conhecer pessoas novas e diferentes? Se não estamos nem aí pro que pensam da gente? Se mandamos quem nos irrita tomar no cu? Se só realmente nos importamos com quem merece? Se fazemos caridade? Se ficamos com dó ao ver crianças na rua? Se ficamos com mais dó de cachorros do que de crianças nas ruas? Se traímos? Se somos traídos? Se ajudamos a trair? Se nem ligamos pras coisas que não nos fazem felizes? Se mentimos pros outros? Se mentimos pra nós? Se mentimos pra ser feliz?

Quem se importa?

Cada um com seus problemas. Cada um com a sua consciência. Eu tenho a minha consciência tranqüila porque ela joga a meu favor. Pode ter certeza de que eu encosto minha cabeça no travesseiro toda noite e durmo com os anjinhos. Sem nada pra me aborrecer.

E sabe o motivo? Eu valho muito. Posso até não valer muito pra você que tá lendo isso agora. Mas, pra mim, eu valho muito sim. Eu acordo tarde, eu não trabalho, eu raramente acordo de bom humor, eu fico de pijama o dia inteiro, eu falo mal dos outros, eu fico o dia todo em casa sem fazer nada, eu não sou boazinha com as pessoas, eu trato muita gente com grosseria, eu sou tão sincera que chego a ser deselegante, eu gosto de plantinhas e bichinhos, eu não mato formigas no jardim da vovó, eu bebo, eu fumo, eu bebo mais um pouco, eu já usei drogas, eu bebo mais ainda, eu dou pra quem eu bem entendo, eu gosto de sair todos os finais de semana, eu gosto de conhecer pessoas novas de diferentes, eu não estou nem aí pro que pensam de mim, eu mando quem me irrita tomar no cu, eu só me importo realmente com quem merece, eu não faço caridade, eu nem fico com tanta dó assim quando vejo crianças na rua, eu fico com mais dó de cachorros do que de crianças na rua, eu já traí, u já fui traída, eu já ajudei a trair, eu nem ligo pras coisas que não me fazem felizes, eu minto pros outros, eu minto pra mim mesma, eu minto pra ser feliz. E daí?

Eu sei que eu valho muito simplesmente pelo fato de eu não usar máscara. Eu valho muito, porque mesmo fazendo cagadas, eu tenho caráter, simplesmente pelo fato de eu não me esconder e adimitir TUDO o que eu faço.

E mais: E você, quanto vale, hein?

Chega =*
 
 
carolcita
28 May 2006 @ 03:39 am


Vontade de se entupir de chocolate. Vontade de tomar guaraná com laranja espremida. Vontade de comer salsicha com purê. Vontade de comer pizza de banana. Vontade de tomar pinga em plena 3ª feira. Vontade de comer kibe cru. Vontade de tomar suco de morango batido com gelo e açúcar. Vontade de comer brôa de milho com geléia de framboesa. Vontade de tomar iogurte de kiwi. Vontade de comer salada de broto de feijão. Vontade de comer torradinha com patê de fígado de ganso. Vontade de tomar limonada suíça coada. Vontade de comer croissant de queijo branco que só tem naquela padaria lá. Vontade de tomar café com muito açúcar. Vontade de comer trufa de maracujá. Muita trufa de maracujá.

Vontade de sair hoje. Vontade de pegar o carro e sair por aí. Vontade de ficar embaixo das cobertas. Vontade de viajar. Vontade de tomar um banho bem quentinho. Vontade de passar a noite em claro. Vontade de ver o sol nascer. Vontade de dormir e sonhar com os anjinhos. Vontade de ficar escrevendo até os dedos doerem (mas eu sei que ninguém teria paciência para ler e minha mãe reclamaria do barulho do teclado). Vontade de colocar música alta de ficar pulando no quarto. Vontade de acordar todo mundo e ficar conversando na sala. Vontade de ligar pra aquela pessoa que você não fala há tempos.

Vontade de falar tudo que vem na cabeça. Vontade de pedir satisfações. Vontade de xingar (muito, mas muito mesmo). Vontade de perguntar o porquê. Vontade de falar o que era pra ser dito e não foi. Vontade de falar aquilo que eu tenho medo. Vontade de falar aquilo que eu não tenho medo também. Vontade de falar um monte de verdades. Vontade de falar um monte de mentiras também. Vontade de falar tudo sem pensar nas conseqüências.

Vontade de fugir. Vontade de sumir. Vontade de viajar. Vontade de desistir. Vontade de se jogar. Vontade de parar. Vontade de chorar. Vontade de espernear. Vontade de gritar. Vontade de berrar. Vontade de estrangular. Vontade de esmurrar. Vontade de mandar pra puta que pariu. Vontade de mandar tomar no meio do olho do cu. Vontade de dormir e nunca mais acordar.

3h36 agora. Deu vontade de levantar e escrever.

Vontade de te dar um tapa na cara. Daqueles bem fortes. Daqueles bem humilhantes. Daqueles que você nunca mais esqueceria.

Meu bem, que sorte que você tem que vontade dá...E passa.

E mais: Ah, um dia eu serei muito corajosa. Farei todas as minhas vontades. Ah, farei. E aí, meu bem, não queira sentir a dor desse tapa.

Tá com vontade de comentar? Não deixa ela passar.
 
 
carolcita
23 May 2006 @ 05:06 pm


É constante. É diário. E é assim mesmo. Quem nunca se encontrou tendo que reprimir uma de suas (geralmente muitas) personalidades?

Pra quem não sabe nada de Freud, só lamento (mesmo que eu ache ele uma bixa sexualmente frustrada). Pra quem sabe, deve lembrar daquela história toda de ID, Ego e Superego. É mais ou menos por aí. Tem muita gente morando dentro da gente. E isso às vezes confunde.

Aquela menina meiga e aquela menina rude. Aquela menina que se importa com os outros e aquela outra que é egoísta. Aquela menina que quer namorar e aquela outra que quer se divertir. Aquela menina que ama fazer amigos e aquela outra que não suporta a idéia de se importar com mais alguém além dela. Aquela menina que ama fazer amigos e aquela outra que não sabe como mantê-los. Aquela menina que odeia reuniões de família e aquela outra que ama ganhar um beijo da mãe quando ela chega. Aquela menina que não suporta mais ficar em casa e aquela outra que não pensa em outra coisa além de filme com pipoca no sofá. Aquela menina que ama as pessoas e se importa com elas e aquela menina seca e sem sentimentos. Aquela menina fiel e aquela menina galinha. Aquela menina que ama e aquela outra que odeia. Aquela menina que chora e aquela outra que manda tomar no cu. Aquela menina que vive sozinha e aquela outra que implora por companhia. Aquela menina que faz as coisas sem pensar e aquela outra que não faz por pensar demais. Aquela menina que se arrepende das coisas que fez e aquela outra que se arrepende das coisas que não fez. Aquela menina que cisma em não se dar o devido valor e aquela outra que é orgulhosa. Aquela menina que sofre e aquela outra que não dá a mínima. Aquela menina que quer construir uma família e aquela outra que quer morrer solteira. Aquela menina preconceituosa e aquela outra solidária. Aquela menina falsa e duas caras e aquela menina que não sabe mentir. Aquela menina que ri dos outros e aquela outra que tem medo que riam dela. Aquela menina que tem medo de escuro e aquela outra que vive no escuro pra não ter que se olhar. Aquela menina que tem vergonha das coisas que faz e aquela outra que vive como se ninguém estivesse olhando. Aquela menina que cuida da vida alheia e aquela outra que já comprou um gatinho. Aquela menina indecisa e confusa e aquela outra decidida e determinada.

Elas me confundem o dia inteirinho. Até de noite elas me confundem. E tem horas que é difícil de agüentar. Mas aí eu lembro que, se fosse uma só, não seria eu. Se fosse uma só, não seria completa. Se fosse uma só, talvez agradasse mais os outros; mas talvez, se fosse uma só, não agradaria a mim mesma(s). Se fosse uma só, seria monótono. Ia ser tudo igual, todo dia. Poderia até viver melhor. Mas não sei se "viver melhor" é sinõnimo de "ser mais feliz".

De médicos e loucos, todos temos um pouco. De Dr. Jekyll e Mr. Hyde. (Ainda mais eu, que sou geminiana)

E mais: Uhum. Estou em crise existencial. Em crise profissional. Em crise amorosa. Deve ser o inferno astral. (Tem que ser o inferno astral)

Só nunca deixem nenhuma das personalidades morrer. Todas nos ensinam alguma coisa. TODAS.

Se quiser apoiar, deixa um recado. To precisando. Se você for mais que um leitor, pode me dar uma ligadinha. Vai ser muito bem-vinda =*
 
 
carolcita
19 May 2006 @ 10:13 am


Engraçado. Engraçado e contraditório. Como podemos falar que tudo acaba bem? Como podemos acreditar em "finais felizes"? Presta atenção, ó: final feliz. Como uma coisa pode acabar e deixar as pessoas felizes?

Pode ser só uma expressão contraditória. Pode. Mas, se formos parar pra pensar, é muito mais que isso.

Acabou a coca-cola. É uma situação feliz? Acabou a empresa em que você estava. É uma situação feliz? Acabou uma amizade. É uma situação feliz? Acabou um namoro. É uma situação feliz? Acabou um amor. É uma situação feliz? (cá entre nós, o fim de um amor é mais doloroso do que o fim de um namoro. mas isso fica pra uma outra vez.)

Crescemos ouvindo as historinhas que nossos pais cismam em nos contar, onde tudo acaba bem. Então, depois, quando crescemos, sofremos mais do que deveríamos sofrer. Tudo porque esperamos finais felizes, que nunca virão. Um fim nunca é feliz. Não podemos esperar finais felizes. Se está tudo bem, é porque não acabou ainda. E, por causa das Cinderelas e Belas Adormecidas da nossa infância, que sofrem e sofrem, mas casam com seus respectivos príncipes encantados e vivem felizes para sempre, é que sofremos esse tanto. Afinal, entra na nossa vida aquele que a gente julga ser o cara perfeito (perceberam que todo atual namorado é o homem das nossas vidas?), vivemos momentos lindos e maravilhosos de uma paixonite aguda. E, de repente, bum. Tudo acaba. Mas, ué. Cade o final feliz? A gente não ia casar e ser feliz pra sempre (igual a Branca de Neve)? A gente se ama! A gente vive juntos! A gente ia casar! Como acabou? Nha, calma...Só acabou. Dói agora. Mas outros virão. E, sem querer te fazer desistir, outros irão embora também.

Se não soubéssemos do maldito "felizes para sempre" das historinhas de quando a gente era pequeno, sofreríamos menos. Esperaríamos menos. Choraríamos menos. Seríamos mais felizes. Querendo ou não, o "felizes para sempre" vira um mantra na nossa cabeça. Um karma. Uma filosofia de vida. Até virar um trauma.

Não podemos mais esperar por finais felizes. Temos que querer começos felizes. Esses sim têm de monte. O final não pode ser feliz. Afinal, acabou, não é?

E mais: Finais felizes são convenientes e fora da realidade.

Não se iludam. Se acabou, é triste e não feliz. Finais felizes deveriam ser estranhos e abominados. Ou alguém por aí quer ver o ex feliz depois de um final?

Sejam felizes, no começo. E incentivem, afinal o post acabou, mas terão outros =**
 
 
carolcita
18 May 2006 @ 10:15 pm


Ninguém pode negar. Mentimos sim. E isso é uma merda.

Todo ser humano mente. Seja pra mãe, seja pro chefe, seja pro cachorro ou seja pra si mesmo. Pode ser desde sobre a mais ridícula das coisas até sobre a mais doída e profunda. A gente mente pra se livrar da verdade. A gente mente pra se livras das conseqüências. A gente mente pra se livrar da gente.

Quem mais sofre com as nossas mentiras somos nós mesmos. Nós mentimos pra nós mesmos com uma freqüência inimaginável. Acordamos e mentimos. Comemos e mentimos. Dormimos e mentimos. É o dia todo. É a noite toda. Tentamos nos convencer de que estamos felizes. Tentamos nos convencer de que está tudo bem. Tentamos nos convencer de que vai ficar tudo bem. Tentamos nos convencer que, apesar de tudo, tudo está ótimo. Tentamos apenas continuar, dia após dia. Sempre mentindo sobre estarmos mais felizes, mais realizados, menos cansados, mais apaixonados, menos frustrados.

Eu acho que é normal. Desde que não sejam mentiras que afetem nossas vidas de uma maneira absurda, eu acho normal. Se não nos enganarmos dizendo pra nós mesmos que estamos mais felizes, como vamos acordar no dia seguinte? Se não nos enganarmos dizendo pra nós mesmo que estamos menos frustrados, como vamos acordar no dia seguinte?

Eu sou a favor de mentiras sinceras. Mentiras sinceras me interessam. Aquelas mentiras que são pro nosso bem. Mentir pra nos ver felizes. Mentir pra nós. Mentir pra alguém. Mentir vale, quando é pra sermos felizes, mesmo que só por um momento. Esse tipo de mentira é perdoável. Eu sou a favor da nossa felicidade. Mesmo que ela seja momentânea. Não temos uma "vida feliz". Temos apenas "momentos felizes". E, se for pra ter um momento de puro êxtase, minta. Minta sim. Sem peso na consciência. Pense em você. Pense nos seus sentimentos. É importante sim pensar nos outros. Mas você vem sempre em primeiro lugar. Sempre. E, no dia que você se esquecer disso, você vai deixar de ter momentos felizes. No dia em que você simplesmente se anular, colocando o outro na sua frente, diga adeus a sua felicidade.

E mais: Uma verdade sobre a verdade, é que ela machuca. Por isso mentimos.

A verdade machuca a gente. A verdade machuca os outros. Sinceridade demais é deselegante, sabe?

Só mais uma coisa: Seja feliz. Seja feliz sempre. Não tenha medo. Se jogue. Arrisque. E, o mais importante, não se arrependa.

Continuem incentivando. Pode até mentir (desde que inofensivamente), se for pra agradar =**
 
 
carolcita


E minha mãe sempre me disse: "Cada um com seus problemas, minha filha." E o mais engraçado era que eu nunca tinha entendido essa frase, sabe? Pensei que era uma frescura chata de mãe que não tava nem aí pros problemas (que a gente achava que eram problemas) que a gente tava passando. Pensava que era a mais pura falta de vontade de sentar e conversar. Mas, depois de um tempo, a gente acaba descobrindo que quando a mãe fala, tem que acreditar.

A mãe já foi nenê. A mãe já foi criança. Já roubaram a boneca da mãe. Já puxaram o cabelo da mãe. Já derrubaram o sorvete da mãe no chão. Já deram chute na canela da mãe. A mãe já namorou. Já roubaram o namorado da mãe. A mãe já sofreu e hoje ainda tá inteira. A mãe já noivou, já casou, já engravidou, já teve filho. E cá estou eu. Hoje em dia, acreditando na mãe. E acreditando na vó também. Ainda mais na bisavó (tenho bisa, sabiam?). E elas sempre dizem: "Cada um com seus problemas, minha filha."

A gente cisma em achar que entende a cabeça dos outros, né? Pois é. Não entendemos não. Não entendemos nem a nossa própria, quanto mais a dos outros, né? Por exemplo: Um dia, você acorda querendo usar uma blusa rosa. "Lá lá lá, eu amo rosa. Rosa é lindo, não é?". Isso, rosa é lindo. Você usa rosa hoje. Usa rosa amanhã. E, uns 4 dias depois, acorda querendo usar verde. Ixe, e aí? Mas o rosa não era lindo? Não era o rosa que você queria. Era, ué. Eu queria o rosa há uma semana atrás. Antes, com o rosa tava bom. Mas agora eu não quero mais. Quem é que vai me impedir de tirar a blusa rosa (calma, não vou ficar sem; vou colocar a verde.)? Ninguém vai me impedir. Sabe o motivo? Porque hoje eu quero verde. Tenho que ser feliz pra sempre de rosa? Não.

Isso é só uma pequena ilustração do que acontece o dia inteirinho nas nossas vidas e nas vidas das pessoas que cismamos em dizer que entendemos. Ninguém entende ninguém e pronto. "Ah não, eu te entendo." Entende porra nenhuma. Você não dá conta nem de você! Como vai dar conta de mim? Sabe quem tem que cuidar da gente? A gente. Isso. A gente mesmo. A gente que tem que decidir se hoje quer a rosa, quer a verde ou quer sair pelado mesmo. A gente tem que decidir se quer fazer Enfermagem, Pedagogia ou abrir uma loja de bijuterias. A gente tem que decidir se quer acordar ou se quer ficar dormindo. A gente tem que decidir se quer casar ou se quer comprar uma bicicleta. Porque a única coisa que sabemos nessa vida, é o que nos faz feliz (certo?). Mesmo que a gente não tenha muita certeza do que quer, ou se o que queremos é certo, essa é a única coisa que temos o dever. Precisamos mudar pra ser feliz. Precisamos mudar pra ver se melhora. Tá na dúvida? Não sabe se tá bom? Muda, ué. Se melhorar, ótimo; você deu sorte. Se piorar, paciência; passarinho que come pedra, sabe o cu que tem.

Assuma seus erros. Cuide da sua vida. Arrisque mais. Não tenha medo. Se jogue, ué. Apenas permita-se. E, se você acha que a sua vida tá monótona demais pra você, arruma um analista. Ou compra um gatinho. O gatinho tem 7 vidas pra você cuidar. Pode deixar que da minha eu cuido, ok? E faço isso muito bem, obrigada.

Quebramos a cara? Com toda certeza. Nos arrependemos dos nossos atos? Com toda certeza. Mas e daí? Eu prefiro viver a ficar estagnada. Eu prefiro acordar todos os dias e fazer das coisas melhores, do que simplesmente me acomodar.

E uma salva de palmas pra quem tem coragem de fazer isso também.

O bom da vida é olhar pra trás e ver que tudo valeu a pena. Por algum motivo, tudo vale a pena. Podemos não perceber isso ainda, mas pode ter certeza de que tudo acontece por algum motivo. Tudo faz a gente crescer. E o bom é poder olhar pra trás com os olhos brilhando e com aquela sensação de dever cumprido, por maior que seja a merda que possa ter acontecido.

Só um conselho, ok? (Se bem que se conselho fosse bom, era vendido, né?) Assuma suas responsabilidades. Assuma seus atos. Errou? Deixa o orgulho de lado e vai resolver. É a melhor coisa que se pode fazer. A melhor coisa que se pode fazer é resolver alguma coisa e seguir em frente sem pesos e pendências.

E mais: Cada um com seus problemas.

Me incentivem, ok? =**
 
 
 
 

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